Anatel planeja leilão de 6G para 2028, mas operadoras pedem cautela
A Anatel iniciou debates para o leilão de frequências do 6G no Brasil, mas operadoras questionam o cronograma e a viabilidade de novos investimentos.
Pontos principais
- A Anatel propõe realizar o leilão da faixa de 6 GHz em 2028, com início dos investimentos em 2029.
- O modelo de leilão prevê 14 lotes com autorizações de 20 anos, focando em compromissos de infraestrutura.
- Operadoras argumentam que a tecnologia 6G ainda carece de padronização global.
- O setor de telecomunicações aponta que o 5G ainda não trouxe o retorno financeiro esperado.
- A consulta pública sobre o tema foi prorrogada até o dia 7 de dezembro.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu início às discussões sobre o leilão de frequências para a implementação do 6G no Brasil, com previsão de ocorrer em 2028. A proposta da agência segue o modelo não arrecadatório utilizado no 5G, focando em compromissos de infraestrutura e oferecendo autorizações de uso por 20 anos. O plano contempla a organização da faixa de 6 GHz em 14 lotes distintos, visando expandir a conectividade nacional a partir de 2029.
Contudo, as operadoras de telecomunicações defendem uma abordagem mais cautelosa diante do cenário atual. As empresas argumentam que a padronização tecnológica do 6G ainda está em desenvolvimento e que o 5G ainda não gerou o retorno financeiro necessário para justificar novos aportes massivos. Diante das divergências, a Anatel prorrogou a consulta pública até 7 de dezembro e planeja realizar um novo encontro presencial em Fortaleza durante o mês de novembro.
