Novo México processa advogado e contador de Jeffrey Epstein
A procuradoria-geral do Novo México processou nos Estados Unidos os executores do espólio de Jeffrey Epstein, Darren Indyke e Richard Kahn, acusados de facilitar e ocultar os abusos do financista, e pede a suspensão das distribuições do espólio enquanto o caso tramita.
Pontos principais
- A ação foi protocolada em 21 de outubro de 2026 no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito do Novo México.
- Segundo a procuradoria, o Zorro Ranch, em Stanley (Novo México), foi um dos locais usados pela rede de Epstein por quase vinte anos.
- Indyke recebeu de Epstein e de entidades ligadas a ele mais de US$ 16 milhões entre 2011 e 2019, além de um empréstimo de US$ 7 milhões nunca quitado.
- Kahn recebeu mais de US$ 10 milhões de Epstein e de entidades ligadas a ele entre 2011 e 2019.
- A HBRK Associates, empresa de Kahn, recebeu US$ 4,9 milhões das contas de Epstein no JPMorgan entre 2005 e 2013.
- O espólio valia US$ 577,67 milhões quando o inventário foi aberto, em agosto de 2019.
- No balanço até 30 de junho de 2026, o espólio tinha mais de US$ 107 milhões.
- Indyke e Kahn têm heranças previstas de US$ 50 milhões e US$ 25 milhões, condicionadas à disponibilidade de recursos.
- A procuradoria pede que os executores não façam distribuições do espólio enquanto o caso tramita.
- A ação se apoia na lei federal de tráfico sexual (TVPA) e em três acusações pela lei de racketeering do Novo México: sequestro, solicitação criminosa e conspiração.
A procuradoria-geral do Novo México, pelo procurador-geral Raúl Torrez, processou nos Estados Unidos Darren Indyke e Richard Kahn, que foram advogado pessoal e contador de Jeffrey Epstein e hoje são executores do espólio e administradores do 1953 Trust. Segundo a procuradoria, os dois ajudaram a facilitar e ocultar os abusos sexuais e o tráfico cometidos pelo financista, e receberam de Epstein remuneração acima do mercado.
A ação também nomeia o espólio de Epstein e o 1953 Trust como réus, porque o trust detém os bens do espólio, de onde sairiam eventuais indenizações. Entre os pedidos estão indenizações compensatórias e punitivas, restituição, devolução de ganhos ilícitos e julgamento por júri. São alegações da procuradoria, ainda não examinadas pelo tribunal.
