Novo México e Departamento de Justiça dos EUA divergem sobre registros de Epstein
O procurador-geral do Novo México exige acesso a documentos sigilosos do caso Jeffrey Epstein para avançar em investigação estadual sobre tráfico.
Pontos principais
- O procurador-geral Raúl Torrez acusa o Departamento de Justiça de obstruir a investigação estadual sobre o Zorro Ranch.
- O estado busca acesso a registros não editados para apurar denúncias de tráfico sexual e possíveis restos mortais na propriedade.
- O Departamento de Justiça alega que a liberação dos documentos violaria leis federais e ordens de proteção às vítimas.
- Torrez estabeleceu o prazo de 31 de julho para a entrega dos documentos, sob ameaça de medidas judiciais.
O procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, iniciou um confronto jurídico com o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) em relação ao acesso a documentos sigilosos sobre o Zorro Ranch, propriedade que pertenceu a Jeffrey Epstein. A investigação estadual busca esclarecer denúncias graves de tráfico sexual e abuso, além de verificar relatos sobre a possível existência de restos mortais no local. Torrez argumenta que a retenção dos registros não editados impede o progresso das apurações locais.
Em contrapartida, o Departamento de Justiça sustenta que a divulgação dos arquivos violaria normas federais e ordens judiciais destinadas a proteger a privacidade das vítimas. O impasse atingiu um ponto crítico com a imposição de um prazo final para 31 de julho, data após a qual o estado do Novo México poderá recorrer a medidas legais adicionais para forçar a entrega do material.
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