Governo francês reúne plataformas de venda online contra itens saqueados
O governo francês reuniu plataformas de venda online e obteve quatro compromissos para coibir a revenda de produtos saqueados, com primeiro balanço previsto em 48 horas.
Pontos principais
- Reunião na segunda-feira (19) entre plataformas de venda online e os ministros Serge Papin (Comércio) e Anne Le Hénanff (inteligência artificial e assuntos digitais).
- Compromisso de cooperar com as autoridades para sinalizar conteúdos ilícitos, repassar denúncias aos investigadores e compartilhar dados para identificar receptadores.
- Compromisso de intensificar a moderação de anúncios com preço anormalmente baixo, lotes de produtos novos, antifurto ou menção explícita a roubo, inclusive pedidos de compra.
- Compromisso de alertar consumidores sobre os riscos e as sanções de receber produtos roubados.
- Compromisso de enviar balanço das remoções, das medidas adotadas e das denúncias, com o primeiro retorno em até 48 horas.
- Célula VigE-commerce ativada para coordenar os serviços ministeriais e acompanhar as vendas nas plataformas.
O Ministério da Economia e Finanças da França informou que, na segunda-feira (19), os ministros Serge Papin, do Comércio, e Anne Le Hénanff, responsável por inteligência artificial e assuntos digitais, reuniram plataformas de venda online para tratar da revenda de produtos roubados durante os saques no país. Representantes dos ministérios do Interior e da Justiça também participaram do encontro.
As plataformas assumiram quatro compromissos: cooperar com as autoridades para identificar e sinalizar conteúdos ilícitos, repassar denúncias aos investigadores e compartilhar dados que ajudem a identificar receptadores; intensificar a moderação de anúncios suspeitos, como preços anormalmente baixos, lotes de produtos novos, presença de antifurto ou menção explícita a roubo; alertar consumidores sobre as sanções de receber mercadoria roubada; e enviar balanço das remoções e das denúncias, com o primeiro retorno em 48 horas. Os ministros ativaram a célula VigE-commerce, que coordenará os serviços ministeriais e acompanhará as vendas nas plataformas.
O Ministério não nomeia nenhuma plataforma e não informa quantos itens ou anúncios foram identificados.
