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TSE revisa locais de votação para o segundo turno após inconsistências

Após identificar falhas nos registros, o TSE revisou o número de mudanças em locais de votação para o segundo turno das eleições de 2026, afetando cerca de 130 mil eleitores.

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Foto: G1 Política
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19/10 às 11:02, atualizado 18:03

Pontos principais

  • O TSE identificou inconsistências nos dados e revisou o número de locais de votação alterados para o segundo turno.
  • Cerca de 130 mil eleitores em 22 estados deverão votar em locais diferentes dos utilizados no primeiro turno.
  • O número final de seções com alteração de endereço foi consolidado em 444, após uma lista inicial apresentar divergências.
  • A bancada do PT na Câmara acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral para questionar a comunicação sobre as mudanças.
  • O Colégio de Presidentes dos TREs afirmou que as alterações são excepcionais e inferiores às registradas em anos anteriores.
  • Mudanças pontuais foram motivadas por questões de infraestrutura, segurança ou eventos climáticos.
  • O TSE orienta que eleitores confirmem seus locais de votação pelo aplicativo e-Título ou pelo portal oficial.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma revisão nos dados das seções eleitorais para o segundo turno das eleições de 2026, após identificar inconsistências nos registros iniciais. O levantamento, que chegou a apontar números divergentes, foi ajustado em colaboração com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), consolidando a alteração de 444 locais de votação em 22 estados. A medida impacta aproximadamente 130 mil eleitores, com maior concentração de mudanças nos estados de Minas Gerais, Paraná e Amapá.

A situação gerou questionamentos políticos, levando a bancada do PT na Câmara dos Deputados a acionar a Procuradoria-Geral Eleitoral. O partido criticou a forma como as alterações foram comunicadas, classificando a orientação como genérica e apontando dificuldades enfrentadas por eleitores para localizar os novos endereços. Em resposta, o TSE e o Colégio de Presidentes dos TREs esclareceram que as decisões sobre os locais de votação não são centralizadas, sendo de responsabilidade das zonas eleitorais locais, que avaliam a necessidade de mudança por motivos de segurança, reformas ou impactos climáticos.

As autoridades eleitorais reforçaram que o percentual de seções alteradas, de 0,38%, permanece abaixo da média histórica registrada em pleitos anteriores, como 2014, 2018 e 2022. A Justiça Eleitoral destacou que a redução nos números divulgados anteriormente decorre da atualização dos sistemas e da correção de alocações provisórias utilizadas no primeiro turno. Para evitar transtornos no próximo domingo, dia 25, o TSE orienta que todos os eleitores consultem seus locais de votação por meio do aplicativo e-Título, do portal Autoatendimento Eleitoral ou do assistente virtual ChatVote.

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