Ministério da Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em SC
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina.
Pontos principais
- O foco foi identificado em uma granja comercial de perus no município de Nova Itaberaba (SC).
- A confirmação ocorreu após análise do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP).
- O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves.
- O plantel de aproximadamente 6 mil perus será submetido a abate sanitário.
- Uma área de restrição sanitária foi estabelecida, monitorando 133 granjas em um raio de 10 quilômetros.
- O governo brasileiro notificará a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a ocorrência.
- O Ministério da Agricultura reforçou que o consumo de produtos avícolas inspecionados é seguro para a população.
- A ABPA defende a adoção de protocolos de regionalização para mitigar impactos nas exportações.
- O Brasil planeja pleitear o retorno do status de área livre da doença em 90 dias após a erradicação do foco.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no dia 18 de outubro de 2026, a detecção de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus localizada no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A presença do vírus foi identificada durante uma investigação epidemiológica realizada pelo Serviço Veterinário Oficial do estado e validada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional para a enfermidade.
Como medida imediata de contenção, o estabelecimento foi interditado e a movimentação de aves na propriedade foi suspensa. O plano de contingência para a doença, que é causada por um vírus altamente contagioso entre aves, prevê o sacrifício sanitário do plantel de cerca de 6 mil perus. Além disso, as autoridades estabeleceram uma área de restrição sanitária que abrange os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, onde 133 granjas comerciais estão sendo monitoradas para evitar a propagação do patógeno.
O ministro da Agricultura, André de Paula, assegurou em coletiva de imprensa que o consumo de carne de aves inspecionada permanece seguro para seres humanos, ressaltando que a ocorrência é uma questão estritamente sanitária voltada ao ambiente produtivo. Entidades do setor, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), corroboraram a segurança dos alimentos e reforçaram a confiança nos protocolos de biosseguridade do sistema de defesa sanitária brasileiro, destacando que os animais afetados não apresentaram manifestação clínica da doença.
Quanto aos impactos comerciais, o governo brasileiro iniciou o processo de notificação oficial à OMSA e aos parceiros internacionais. A indústria avícola defende a aplicação de protocolos de regionalização, buscando limitar eventuais restrições de exportação apenas à zona afetada, em vez de aplicar embargos nacionais. O setor estima que, após a conclusão das etapas de limpeza e desinfecção, o Brasil poderá pleitear o retorno ao status de área livre da doença em um prazo de 90 dias, conforme as diretrizes sanitárias vigentes.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
