EPA recua de afirmação sobre eliminação de compostos tóxicos nos EUA
Agência de Proteção Ambiental dos EUA alterou site após admitir que compostos PFOA e PFOS, ligados ao câncer, ainda circulam no país.
Pontos principais
- A EPA removeu a afirmação de que os compostos PFOA e PFOS haviam sido eliminados nos Estados Unidos.
- A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classifica o PFOA como cancerígeno e o PFOS como possivelmente cancerígeno.
- A empresa Inhance continua produzindo cerca de 200 milhões de recipientes plásticos anualmente que vazam PFOA.
- A EPA reconhece que quase nenhum nível de exposição a esses compostos na água potável é considerado seguro.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) atualizou discretamente seu portal oficial, recuando da declaração de que os compostos tóxicos PFOA e PFOS haviam sido eliminados no país. A mudança ocorre em um cenário onde a agência admite que praticamente não existe um nível seguro de exposição a essas substâncias na água potável, as quais possuem correlação direta com riscos graves à saúde humana. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classifica o PFOA como um agente cancerígeno, enquanto o PFOS é categorizado como possivelmente cancerígeno.
O impasse regulatório persiste devido à continuidade das operações da empresa Inhance, sediada em Houston. A companhia produz anualmente cerca de 200 milhões de recipientes plásticos que, segundo evidências, permitem o vazamento de PFOA para o conteúdo armazenado. Apesar dos riscos reconhecidos, a EPA mantém a permissão para que a produção desses itens continue, gerando questionamentos sobre a eficácia das políticas de controle de substâncias tóxicas no país.
