Rio de Janeiro cria reserva marinha de 3 mil hectares na zona oeste
O governo do estado do Rio criou a RDS Urupirá, de aproximadamente 3 mil hectares na zona oeste da capital, para proteger a biodiversidade marinha e costeira e garantir a pesca artesanal e o turismo sustentável.
Pontos principais
- O governo estadual criou, em 16/10/2026, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá (RDS Urupirá), com aproximadamente 3 mil hectares.
- A área vai da Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, e é administrada pelo Inea.
- A criação foi capitaneada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e pelo Inea, com apoio técnico da The Nature Conservancy e do Ilhas do Rio (Instituto Mar a Dentro).
- Como categoria de uso sustentável do SNUC, a RDS concilia a conservação com as atividades tradicionais compatíveis com a proteção dos recursos naturais.
- O governo afirma que a unidade se alinha à meta 30×30 do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que prevê proteger pelo menos 30% das áreas terrestres e 30% das marítimas e costeiras.
- O Conselho Deliberativo terá representantes de órgãos públicos, organizações da sociedade civil, populações tradicionais beneficiárias e outros usuários cadastrados pelo Inea.
- As ações previstas incluem monitoramento participativo dos recursos pesqueiros e dos ecossistemas, pesquisa científica, educação ambiental, reforço da fiscalização e ecoturismo ordenado.
- O governo aponta como pressões a enfrentar a pesca predatória e ilegal, os resíduos sólidos, o turismo desordenado e a pesca fantasma.
- O nome Urupirá é uma designação indígena ancestral atribuída à atual Ilha das Palmas e remete ao “cesto do peixe”.
- O governo não detalha regras de uso, restrições, atividades proibidas nem zoneamento.
O governo do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, criou a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Marinha Urupirá, de cerca de 3 mil hectares na zona oeste da capital. A área vai da Ilhota do Frade, em Barra de Guaratiba, até a Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, e inclui ilhas e costões rochosos usados por espécies ameaçadas e de interesse pesqueiro.
Segundo o governo, o objetivo é proteger a biodiversidade marinha e costeira e assegurar a continuidade da pesca artesanal e do turismo sustentável, com participação das comunidades tradicionais na gestão. A proposta foi subsidiada por estudos técnicos e por escutas territoriais, reuniões, oitivas e consulta pública, cujas contribuições ajustaram objetivos e mecanismos de participação.
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