Comitê do FMI pede apoio a países com dívida sustentável e aperto de caixa
O Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) pede mais apoio a países com dívida sustentável e financiamento de curto prazo apertado, e diz que os riscos à economia global seguem inclinados para baixo.
Pontos principais
- Texto acordado pelos membros do IMFC na 54ª reunião, em Bangkok, e divulgado pelo presidente do comitê, o ministro das Finanças saudita Mohammed Al-Jadaan.
- Riscos seguem inclinados para baixo: escalada de conflitos e tensões comerciais pode afetar rotas comerciais e elevar preços de commodities, inclusive de derivados de energia.
- Para países com dívida sustentável e reformas, mas com problemas de financiamento de curto prazo, os membros pedem acelerar a abordagem de três pilares do FMI e do Banco Mundial.
- Pedem reestruturações de dívida previsíveis, oportunas, ordenadas e coordenadas, e mais transparência de todos os credores, inclusive privados.
- Pedem consolidação fiscal urgente, apoiada em marcos críveis de médio prazo, protegendo os mais vulneráveis e investimentos que elevem a produtividade.
- A aprovação interna do aumento de cotas da 16ª Revisão Geral de Quotas segue pendente; os membros querem que ela saia sem mais atrasos.
- Nenhuma meta numérica de déficit, dívida ou inflação é fixada, e nenhum valor de financiamento é comprometido.
- O Bangkok Blueprint, sobre salvaguardas em finanças digitais, resiliência cibernética e combate à fraude digital, é citado sem que seu conteúdo seja detalhado.
- Próxima reunião do comitê prevista para abril de 2027, em Washington, D.C.
A 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC) foi realizada em Bangkok, na Tailândia, durante as Reuniões Anuais de 2026. Os membros reconhecem que a economia mundial resistiu melhor do que o esperado a uma sequência de choques, mas afirmam que a resiliência não deve ser tomada como garantida. Eles dizem que as guerras e os conflitos impõem pesado custo humanitário e econômico, com efeitos mais duros sobre os mais pobres e vulneráveis.
Na política econômica, os membros reafirmam a prioridade de estabilidade macroeconômica e financeira e dizem que a independência dos bancos centrais segue essencial para a credibilidade da política e para ancorar as expectativas de inflação. Não há compromissos vinculantes: os membros não assumiram valores de financiamento nem decidiram casos de países específicos, e vários pontos ficam como intenções ou trabalho futuro.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
