Safra recorde do Brasil eleva oferta mundial de café em 2026/27
O USDA projeta safra mundial recorde em 2026/27, puxada pelo Brasil, com estoques que seguem abaixo da média de longo prazo.
Pontos principais
- O USDA projeta produção mundial recorde de 189,7 milhões de sacas de 60 kg em 2026/27, 10,8 milhões a mais que no ciclo anterior.
- O USDA prevê consumo mundial recorde de 179,7 milhões de sacas e estoques finais que sobem pelo segundo ano seguido, para 26,3 milhões.
- O USDA estima colheita brasileira recorde de 71,9 milhões de sacas, com 47,5 milhões de arábica (mais 9,5 milhões) e 24,4 milhões de robusta (menos 600 mil).
- O USDA prevê exportações mundiais de café em grão em recorde de 131,4 milhões de sacas, 11,9 milhões a mais.
- O USDA registra queda de 25% no índice composto mensal de preços da Organização Internacional do Café (OIC) nos últimos sete meses, com mais oferta disponível.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) atribui a alta da oferta sobretudo ao Brasil, que responde por quase 40% da produção mundial, mas também a Vietnã e Etiópia, com mais área e produtividade, e a Uganda. A Indonésia, em sentido contrário, deve colher 1 milhão de sacas a menos, após chuvas excessivas que atrapalharam a floração.
O arábica, em que o Brasil costuma fornecer de 40% a 50% da oferta mundial, segue um ciclo bienal: a planta alterna anos de alta e de baixa, com oscilações que costumam ficar entre 5 e 10 milhões de sacas. Segundo o USDA, por isso as condições do mercado devem continuar dependendo muito da safra brasileira.
O USDA divulgou essa projeção em 2 de julho, e a próxima atualização está prevista para 16 de dezembro. Até lá, o órgão não projeta a evolução dos preços.
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