A retenção de estoques por produtores brasileiros, apesar da safra recorde, gera incertezas e pressiona a oferta global de café.
Produtores brasileiros de café estão optando por reter suas safras, mesmo diante de uma produção recorde estimada em 75,3 milhões de sacas. A decisão é reflexo de uma queda de 40% nos preços do grão em comparação aos picos históricos, o que desestimula a comercialização antecipada. Como os produtores acumularam lucros expressivos em períodos anteriores, a falta de pressa para vender tem gerado volatilidade e preocupação entre compradores internacionais, que dependem do fluxo constante do Brasil para o abastecimento global. A retenção dos grãos tem provocado um aperto na oferta em diversos países consumidores, deixando o mercado sensível a qualquer variação. Além do fator financeiro, o setor monitora os impactos do fenômeno climático El Niño, que adiciona incertezas sobre a produtividade futura e mantém a pressão sobre as cotações globais.
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