Preço do boi gordo atinge R$ 395 em SP e pressiona margens de frigoríficos
A alta na arroba do boi gordo supera a valorização da carne no atacado, reduzindo a rentabilidade da indústria frigorífica em São Paulo.
Pontos principais
- Operações pontuais com o boi gordo alcançaram R$ 395 por arroba em São Paulo.
- A oferta restrita de animais prontos para abate mantém a pressão altista nos preços.
- O custo da matéria-prima cresce em ritmo superior ao da carne bovina comercializada.
- Frigoríficos de pequeno e médio porte enfrentam dificuldades para completar escalas.
- A demanda por carne bovina deve arrefecer na segunda quinzena do mês.
O mercado físico do boi gordo em São Paulo registrou nova máxima, com operações pontuais atingindo R$ 395 por arroba. A valorização é impulsionada pela oferta limitada de animais prontos para o abate, o que obriga os frigoríficos a competirem ativamente para completar suas escalas de produção. Esse cenário tem gerado dificuldades operacionais, especialmente para empresas de pequeno e médio porte, que enfrentam maior resistência na aquisição de boiadas.
Simultaneamente, a alta nos custos da arroba tem superado o reajuste da carne bovina no atacado, resultando em um estreitamento das margens de lucro da indústria. A menor competitividade da carne bovina frente a proteínas como frango e suínos limita novos repasses de preços ao consumidor final. Analistas indicam que a rentabilidade do setor no curto prazo dependerá da disponibilidade de animais e da possível desaceleração da demanda na segunda quinzena do mês.
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