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PF prende deputado Márcio Canella e delegado Marcus Amim em operação

A oitava fase da Operação Unha e Carne investiga um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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15/10 às 08:45, atualizado 09:33

Pontos principais

  • A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira (15/10).
  • O deputado estadual Márcio Canella e o delegado Marcus Amim estão entre os seis presos preventivamente.
  • A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel que movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos.
  • A Justiça determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades de 112 empresas, sendo 96 postos de combustíveis.
  • A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em sete municípios fluminenses.
  • O caso tramita sob autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito da ADPF das Favelas.
  • A operação conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil para apurar vínculos de agentes públicos com o grupo criminoso.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15/10) a oitava fase da Operação Unha e Carne, focada em desarticular uma organização criminosa armada que utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavagem de dinheiro. Entre os seis alvos que tiveram a prisão preventiva decretada e cumprida estão o deputado estadual Márcio Canella e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do estado. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também resultou no bloqueio de bens e na suspensão das atividades de 112 empresas, sendo 96 postos de combustíveis.

Segundo as investigações, o esquema teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos. A apuração aponta para crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, violação de sigilo funcional e venda ilegal de combustíveis. Os mandados de busca e apreensão foram executados em sete municípios fluminenses, incluindo a capital, Niterói e Angra dos Reis. A operação integra as medidas determinadas pela ADPF das Favelas, que busca investigar a articulação entre agentes públicos e organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.

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