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Moraes concede liberdade provisória ao ex-prefeito Márcio Canella

O ministro do STF substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares após a detenção do político em operação que investiga lavagem de R$ 7,6 bilhões.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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11/07 às 13:01 · atualizado 18:31

Pontos principais

  • O ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, foi solto após decisão do ministro Alexandre de Moraes.
  • Canella foi preso em flagrante durante a sexta fase da Operação Unha e Carne por porte de fuzil.
  • A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis que movimentou R$ 7,6 bilhões.
  • A defesa alega que o armamento apreendido pertencia a um policial militar que integrava a escolta do político.
  • Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega do passaporte pelos investigados.
  • O STF solicitou esclarecimentos à Polícia Militar do Rio sobre o uso de armamento da corporação em escoltas privadas.
  • As medidas cautelares incluem recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana para os envolvidos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e ao policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Ambos haviam sido presos em flagrante durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões através de uma rede de postos de combustíveis. A detenção ocorreu após a localização de um fuzil de uso restrito no interior do veículo do ex-prefeito.

Embora tenha autorizado a soltura, o ministro impôs uma série de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a imposição de recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana. A defesa de Canella sustenta que o armamento apreendido possuía registro legal e estava sob a responsabilidade do sargento da PM que compunha sua equipe de segurança. Diante do caso, o STF determinou que a Polícia Militar do Rio de Janeiro preste esclarecimentos detalhados sobre a regularidade do uso de armamento da corporação em atividades de escolta privada, um ponto central para o desdobramento das investigações sobre a atuação política e a segurança dos envolvidos no esquema.

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