Governos revisam concessões de saneamento para destravar R$ 17 bilhões
Estados ajustam condições de projetos de saneamento básico após fracasso em leilões para atrair investidores e viabilizar investimentos bilionários.
Pontos principais
- Três dos quatro grandes projetos de saneamento previstos para 2026 não avançaram.
- Governos estaduais buscam atrair capital privado após frustração inicial no mercado.
- O objetivo é destravar cerca de R$ 17 bilhões em obras de infraestrutura.
- O projeto do Ceará é apontado como o caso com maior avanço nas negociações.
Governos estaduais brasileiros estão reavaliando os modelos de concessão para o setor de saneamento básico após um ciclo de frustrações no mercado em 2026. O cenário atual, marcado pelo insucesso de três dos quatro grandes projetos previstos para leilão na B3, forçou uma revisão técnica das condições contratuais para garantir a viabilidade financeira e atrair o interesse de investidores privados.
A estratégia visa destravar um montante de aproximadamente R$ 17 bilhões em investimentos essenciais para a universalização dos serviços de água e esgoto. Enquanto a maioria dos estados busca ajustar seus editais para mitigar riscos, o projeto do Ceará destaca-se como o mais avançado no processo, servindo como referência para a retomada das licitações e a busca por maior segurança jurídica no setor.
