Leilão de saneamento em Rondônia é teste para o setor no Brasil
O certame de R$ 8,47 bilhões em Rondônia servirá como termômetro para o apetite de investidores em um setor que enfrenta baixa concorrência.
Pontos principais
- O leilão prevê a concessão de serviços de água e esgoto em 40 municípios por 35 anos.
- O contrato total está avaliado em R$ 8,47 bilhões e inclui a capital Porto Velho.
- O setor de saneamento registrou leilões desertos ou com pouca disputa recentemente no Ceará, Paraíba e Goiás.
- A Aegea, principal player do setor, está sob observação do mercado após anunciar foco em desalavancagem.
- O resultado do projeto pode forçar mudanças na modelagem de futuras concessões de saneamento no país.
O leilão de saneamento em Rondônia, agendado para setembro, é visto por analistas como um teste crucial para o apetite do mercado brasileiro. Após uma série de certames com baixa concorrência ou resultados desertos em estados como Ceará e Goiás, o projeto rondoniense surge como um indicador estratégico. A modelagem de concessão plena, que abrange 40 municípios e a capital Porto Velho, é considerada mais atrativa do que as parcerias público-privadas (PPPs) tentadas anteriormente, oferecendo um contrato de 35 anos com valor estimado em R$ 8,47 bilhões. A participação da Aegea, gigante do setor, é acompanhada de perto, embora a empresa tenha sinalizado prioridade na redução de sua alavancagem financeira. O desfecho deste leilão será determinante para definir se o governo precisará ajustar a estrutura de futuros projetos de infraestrutura no setor de saneamento.
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