Incerteza sobre o orçamento de 2027 pressiona ações francesas
Investidores exigem descontos maiores em ações da França, com a Bolsa de Paris registrando o pior desempenho regional desde 2010.
Pontos principais
- A Bolsa de Paris apresenta desempenho inferior aos pares europeus, atingindo a maior margem de diferença desde 2010.
- O movimento de queda é impulsionado principalmente pelo setor bancário e por marcas de luxo.
- Investidores exigem descontos nas ações devido às preocupações com as finanças públicas francesas.
- O governo francês fixa meta de déficit público de 5,0% do PIB em 2027, ante 5,4% previstos para 2026, e projeta dívida de 121,7% do PIB.
- O governo avalia que a incerteza sobre o desfecho dos debates orçamentários pode manter a poupança precaucional e adiar investimentos.
- Segundo o governo, sem orçamento aprovado não haveria ajuste possível na trajetória das contas públicas.
As preocupações com a dívida pública da França continuam a pesar sobre o mercado acionário local. A Bolsa de Paris registra a maior divergência frente aos pares europeus desde 2010, puxada pelo setor bancário e pelas marcas de luxo.
No projeto de lei de finanças para 2027, registrado na Assembleia Nacional em 1º de outubro, o governo francês fixa meta de déficit de 5,0% do PIB, ante 5,4% previstos para 2026, e projeta dívida de 121,7% do PIB. O próprio governo avalia que a incerteza sobre o desfecho dos debates orçamentários pode manter a poupança precaucional e adiar investimentos, e afirma que, sem orçamento, não haveria ajuste possível na trajetória das contas públicas.
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