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Bolsas europeias fecham em forte queda com crise fiscal na França

Mercados recuam pressionados por incertezas sobre o déficit francês e pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

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Foto: Times Brasil
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07/10 às 14:45 · atualizado 16:02

Pontos principais

  • Bolsas europeias registraram quedas generalizadas, com destaque para o índice de Milão, que recuou 2,51%.
  • O euro atingiu US$ 1,1185, aproximando-se de mínimas de 17 meses devido à pressão fiscal francesa.
  • Preços do petróleo subiram após novos ataques dos Houthis contra instalações na Arábia Saudita.
  • Setores bancário e automotivo lideraram as perdas, com quedas acentuadas em instituições como Société Générale e BNP Paribas.
  • A produção industrial da Alemanha cresceu 2% em agosto, superando expectativas apesar do cenário adverso.

As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira em forte queda, refletindo um ambiente de aversão ao risco provocado por incertezas fiscais e geopolíticas. O mercado reagiu negativamente aos desafios orçamentários da França, onde o governo busca limitar o déficit a 5% do PIB em meio a um cenário de instabilidade política. Paralelamente, a escalada de ataques dos Houthis na Arábia Saudita impulsionou os preços do petróleo, gerando temores sobre novos choques inflacionários na região.

O impacto foi sentido de forma generalizada, com o setor bancário registrando recuo de 3,3% e o euro atingindo patamares próximos às mínimas de 17 meses. Apesar do cenário de estresse, dirigentes do Banco Central Europeu sinalizaram que a política monetária atual está preparada para absorver choques, ressaltando que a inflação permanece abaixo dos níveis observados em 2022. Em meio à turbulência, a produção industrial da Alemanha apresentou um avanço de 2% em agosto, oferecendo um dado positivo em um dia marcado pela volatilidade nos mercados financeiros.

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