CVM inicia programa piloto para testar tokenização de ativos
A CVM começou um teste de 60 dias para avaliar a emissão e custódia de ações e debêntures utilizando tecnologia blockchain com ativos fictícios.
Pontos principais
- O programa piloto da CVM terá duração inicial de 60 dias, podendo ser estendido por mais 30.
- Os testes abrangem a emissão, negociação e custódia de ações e debêntures em redes de registro distribuído.
- A iniciativa utiliza exclusivamente ativos e recursos fictícios para simular as operações no mercado de capitais.
- A B3 projeta o lançamento de ações tokenizadas para o início de 2027.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu início a um programa piloto de 60 dias voltado para testar a tokenização de ativos no mercado de capitais brasileiro. A iniciativa utiliza redes blockchain para simular processos de emissão, negociação e custódia de ações e debêntures, empregando apenas recursos e ativos fictícios para garantir a segurança do ambiente de testes. O prazo poderá ser prorrogado por mais 30 dias, dependendo do desempenho da fase inicial.
O projeto integra uma série de movimentações do setor financeiro em direção à digitalização de ativos. Enquanto a CVM avalia a infraestrutura necessária, a B3 já estabeleceu um cronograma para lançar ações tokenizadas no mercado até o início de 2027. Paralelamente, outras entidades como a Anbima conduzem estudos próprios, com resultados esperados para novembro, visando integrar novas tecnologias ao ecossistema financeiro nacional.
