CNA apresenta oito propostas para o setor agropecuário na COP 31
A CNA apresentou oito eixos de posição para a COP31, em Antalya, priorizando financiamento acessível ao produtor, valor econômico para a vegetação nativa conservada e avaliações de emissões baseadas em ciência.
Pontos principais
- A CNA diz que a redução do desmatamento legal depende do financiamento da conservação da vegetação nativa, sem penalizar o potencial produtivo das áreas privadas.
- A entidade lembra que a meta da COP29 prevê que países desenvolvidos mobilizem ao menos US$ 300 bilhões por ano até 2035, sem que isso signifique doação, e que todos os atores juntos mobilizem US$ 1,3 trilhão por ano.
- Segundo o Secretariado da UNFCCC, 7 dos 29 projetos de adaptação aprovados em 2025 foram exclusivamente para agricultura e segurança alimentar, somando US$ 56,8 milhões de um total de US$ 202,2 milhões.
- A CNA pede que os 59 indicadores de adaptação aprovados na COP30, cinco deles para agricultura, respeitem as especificidades do setor e venham acompanhados de financiamento e tecnologia.
- A entidade defende que o segundo balanço global, que será aprovado em 2028, use ciência robusta e inventários nacionais precisos para evitar conclusões equivocadas sobre as emissões da agropecuária brasileira.
- A CNA pede que a transição justa considere emprego, renda e sucessão rural, e que não legitime medidas comerciais unilaterais com justificativa climática.
- A CNA cita o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) como regras que podem impor exigências desproporcionais à soja, à carne e ao café, e pede mecanismos de equivalência entre políticas climáticas.
- O mandato de agricultura do Trabalho Conjunto de Sharm el-Sheikh termina na COP31, e a CNA pede um novo mandato com foco em agricultura, adaptação e transparência.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou o documento Agropecuária Brasileira no Acordo de Paris com oito eixos para a 31ª Conferência das Partes (COP31), que será realizada de 9 a 20 de novembro de 2026, em Antalya, na Turquia. Os eixos vão da Agenda de Ação e dos Mapas do Caminho à mitigação, passando por financiamento, adaptação, balanço global, transição justa e comércio. Como a presidência brasileira se encerra na abertura da conferência, a entidade quer que o Ministério das Relações Exteriores e demais representantes do setor defendam a agenda agropecuária nas negociações conduzidas pela nova presidência.
No financiamento, a CNA pede acesso mais fácil aos recursos, crédito com custo menor e ampliação do seguro climático. Sobre a adaptação, a entidade registra que a força-tarefa que vai aplicar os indicadores ainda não tem consenso: os países desenvolvidos defendem especialistas independentes, e os países em desenvolvimento, uma ação orientada pelas Partes. Para a CNA, essa definição deverá ser um dos temas centrais da COP31.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
