Brasil sobe no ranking global de pesquisas clínicas após novo marco legal
A nova legislação de pesquisa clínica reduziu prazos burocráticos, elevando o Brasil à 12ª posição no ranking mundial de testes científicos.
Pontos principais
- O Brasil avançou da 18ª para a 12ª posição no ranking global de pesquisas clínicas entre 2025 e 2026.
- A Lei 14.874 estabeleceu prazos de 30 dias úteis para pareceres éticos e 90 dias úteis para a Anvisa.
- A nova regra permite a tramitação paralela de análises éticas e sanitárias, simplificando processos multicêntricos.
- A Roche Brasil anunciou investimentos anuais de R$ 590 milhões em estudos de doenças como Alzheimer e câncer.
- O governo federal lançou o Programa Nacional de Inovação em Saúde para integrar o setor produtivo e científico.
O Brasil registrou um avanço significativo no cenário científico internacional, saltando da 18ª para a 12ª posição no ranking global de pesquisas clínicas. Esse crescimento é atribuído à implementação da Lei 14.874, que estabeleceu prazos mais rigorosos para a análise de projetos, fixando 30 dias úteis para pareceres éticos e 90 dias úteis para avaliações da Anvisa. A nova legislação também permitiu que os processos éticos e sanitários ocorram de forma paralela, eliminando gargalos burocráticos que antes atrasavam estudos multicêntricos no país.
Com o ambiente regulatório mais ágil, o setor privado tem ampliado seus aportes financeiros no desenvolvimento de novas terapias. A Roche Brasil, por exemplo, projeta investimentos anuais de R$ 590 milhões focados em doenças complexas, como Alzheimer, Parkinson e câncer de mama. Paralelamente, o governo federal busca consolidar esse momento com o Programa Nacional de Inovação em Saúde, que visa fortalecer a base científica nacional e integrar o setor produtivo às demandas de saúde pública.
