Acesso a dados e IA transforma comportamento de pacientes no Brasil
O uso de ferramentas digitais e inteligência artificial permite que pacientes cheguem mais informados às consultas, alterando o setor farmacêutico.
Pontos principais
- 70% dos pacientes levam informações obtidas online para consultas médicas.
- 56% das informações consultadas pelos pacientes provêm de inteligência artificial.
- A indústria farmacêutica é pressionada a dialogar diretamente com o consumidor final.
- Medicamentos GLP-1 exemplificam como a informação prévia molda a percepção sobre tratamentos.
- Projeções da EY indicam uma possível pulverização do mercado com maior presença de empresas menores.
O perfil do paciente brasileiro está em transformação devido ao acesso facilitado a ferramentas digitais e inteligência artificial. Segundo dados da EY, 70% dos pacientes já chegam às consultas médicas munidos de informações pesquisadas previamente, sendo que 56% desse conteúdo é gerado por tecnologias de IA. Esse novo comportamento exige que a relação entre médicos, pacientes e indústria farmacêutica seja repensada, com maior foco na transparência e no diálogo direto com o consumidor final.
Essa mudança de paradigma pressiona as farmacêuticas a diversificarem suas estratégias, indo além da comunicação científica tradicional voltada apenas aos médicos. O impacto é visível em categorias como os medicamentos GLP-1, onde a demanda é fortemente influenciada pelo conhecimento prévio do paciente. Especialistas da EY projetam que essa dinâmica pode levar a uma pulverização do mercado, abrindo espaço para que empresas de pequeno e médio porte ganhem relevância no setor nos próximos anos.
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