Amazonas decreta emergência em 36 de 62 municípios por incêndios e estiagem
O governo do Amazonas declarou situação de emergência em 36 municípios por incêndios florestais e estiagem, e o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) assume a coordenação das ações de combate.
Pontos principais
- Pelo Decreto Estadual nº 55.751, de 10 de outubro de 2026, o governo do Amazonas inclui 36 dos 62 municípios do estado na situação de emergência por incêndios florestais e efeitos da estiagem.
- A emergência vale por 180 dias e prevê medidas excepcionais para combater as queimadas e reduzir os danos ambientais.
- Estão na lista Manaus, Parintins, Maués, Itacoatiara, Tefé e Humaitá, entre outros: são 13 municípios da Região Metropolitana de Manaus, 10 do Sul do Amazonas e 13 de outras regiões.
- A Sema, em nota técnica que fundamenta o decreto, aponta o Sul do Amazonas e a Região Metropolitana de Manaus como áreas de atenção especial.
- A Sema atribui o agravamento ao El Niño, associado à redução das chuvas e a temperaturas acima da média, que podem ampliar o déficit hídrico.
- O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais (Copec) coordena o combate aos focos, o acompanhamento ambiental, a assistência às famílias e a recuperação das áreas atingidas.
- O governo federal reconheceu a situação de emergência e iniciou a articulação de medidas de apoio ao Amazonas, segundo o governo estadual.
- A Operação Amazonas Mais Verde, em curso desde maio, reúne fiscalização ambiental, prevenção e combate aos incêndios.
No Amazonas, estado do Norte do Brasil, a emergência atinge mais da metade das cidades do estado, incluindo a capital. Além do combate ao fogo, o decreto busca proteger a população dos efeitos da fumaça, que ameaça sobretudo crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
O governo estadual aponta que, no interior, as dificuldades de deslocamento podem comprometer o atendimento às ocorrências. A declaração permite ao estado organizar uma resposta mais ampla, direcionando esforços às localidades com maior necessidade de intervenção.
A estratégia considera que a estiagem não atinge todos os municípios da mesma forma. O planejamento deve levar em conta as condições de cada região, a localização dos focos e as dificuldades enfrentadas pelas equipes em campo.
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