Visão geral
A Amazônia é o maior bioma de floresta tropical do mundo, abrangendo aproximadamente 5,5 milhões de km² na bacia amazônica, distribuída por nove países da América do Sul, com cerca de 60% no Brasil. Conhecida por sua extraordinária biodiversidade — abrigando cerca de 10% de todas as espécies conhecidas no planeta —, a região desempenha papel central na regulação do clima global, no ciclo hidrológico (por meio dos "rios voadores") e no armazenamento de carbono. Em 2025 e 2026, registrou-se redução significativa no desmatamento graças a políticas de enforcement, embora ameaças como incêndios, mineração ilegal e secas persistam.
Geografia e extensão
A Amazônia abrange partes do Brasil, Peru, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Equador e Guiana Francesa. No Brasil, o bioma ocupa mais de 4 milhões de km² no norte do país. A bacia hidrográfica é a maior do mundo, com o rio Amazonas como principal curso d'água.
Biodiversidade
A região é um dos hotspots de biodiversidade mais ricos do planeta. Estima-se que abrigue dezenas de milhares de espécies de plantas, animais, insetos e microrganismos, muitas ainda não descritas. Entre 2015 e 2025, mais de 2.000 novas espécies foram descobertas por cientistas de diversos países. Expedições recentes, como no Pantepui (norte do Amazonas), revelaram ecossistemas únicos com espécies possivelmente novas.
Importância ecológica e climática
A floresta armazena entre 150 e 200 bilhões de toneladas de carbono e libera diariamente bilhões de toneladas de água para a atmosfera, influenciando as chuvas em grande parte da América do Sul. Funciona como "máquina de chuva" e sumidouro de carbono, sendo vital para a estabilidade climática global. Cerca de 20% da água doce líquida do planeta flui pela bacia.
População e povos indígenas
A região é habitada por cerca de 22 milhões de pessoas no Brasil, incluindo povos indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas. As terras indígenas abrigam grande parte da floresta remanescente e registram baixas taxas de desmatamento: em 2025-2026, 60% delas apresentaram desmatamento zero.
Ameaças e desmatamento
O desmatamento acumulado já ultrapassa 17-18% da área original, com degradação adicional por fogo e extração madeireira. Em 2025, a perda de floresta tropical primária caiu 36% globalmente em relação a 2024, com o Brasil registrando redução de 41% na perda não relacionada a incêndios — o menor nível em uma década. No entanto, incêndios causaram 1,5 milhão de hectares de perda em 2025, e o garimpo ilegal avança, especialmente em terras indígenas. Riscos de El Niño em 2026 ameaçam reverter ganhos.
Conservação e políticas recentes
Iniciativas como o relançamento do PPCDAm no Brasil e o lançamento do Tropical Forests Forever Facility (TFFF) em 2026, durante a COP30 em Belém, visam financiar a conservação. Cerca de 50% da Amazônia está sob alguma forma de proteção legal. A recuperação de áreas degradadas e o fortalecimento de unidades de conservação são prioridades.
Linha do tempo
- Até 2023: Acúmulo de desmatamento e degradação, com pico em anos de El Niño.
- 2024: Ano recorde de incêndios e perda florestal na Amazônia.
- 2025: Redução de 36% na perda de floresta tropical primária global; Brasil registra menor taxa de perda não-fogo em uma década; recuperação da superfície de água na Amazônia após seca histórica.
- Agosto 2025–julho 2026: Menor área de alerta de desmatamento na Amazônia Legal em dez anos (2.874 km², queda de 36,87%).
- Junho 2026: Publicação de dados MapBiomas confirmando recuperação hídrica.
- Setembro 2026: Lançamento do TFFF na COP30 em Belém; expedições científicas revelam novas espécies.
Debates atuais
Cientistas alertam para o risco de ponto de inflexão (tipping point) se o desmatamento atingir 20-25%, transformando partes da floresta em savana. Políticas de desenvolvimento sustentável, certificação de commodities livres de desmatamento e financiamento internacional são discutidos como caminhos para conciliar conservação e economia.
