Governo federal e São Paulo enviam força-tarefa contra queimadas no Amazonas
Força-tarefa com 11 aeronaves e brigadistas combate aumento de 271% nos focos de incêndio no Amazonas após decreto de emergência em 36 municípios.
Pontos principais
- Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro, alta de 271% frente a 2025.
- Governo federal mobilizou 11 aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 da FAB, para o combate ao fogo.
- Estado de São Paulo enviou 30 profissionais, entre bombeiros e agentes da Defesa Civil, para apoio operacional.
- Ministério da Integração reconheceu situação de emergência em 36 cidades amazonenses para liberar recursos.
- Qualidade do ar em Manaus atingiu níveis críticos, forçando a suspensão de eventos ao ar livre.
O governo federal iniciou uma força-tarefa emergencial para conter o avanço das queimadas no Amazonas, que registraram um aumento de 271% nos focos de incêndio nos primeiros dez dias de outubro. A operação conta com o suporte de 11 aeronaves, incluindo dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, além de brigadistas e equipes da Força Nacional do SUS. O apoio logístico foi intensificado após o reconhecimento oficial da situação de emergência em 36 municípios do estado, medida que permite o repasse direto de recursos federais para o combate à estiagem e ao fogo.
Como parte da estratégia de cooperação interestadual, o governo de São Paulo enviou um contingente de 30 profissionais, composto por bombeiros militares e integrantes da Defesa Civil, para auxiliar as equipes locais. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a resposta federal foi imediata após a formalização do decreto estadual, rebatendo críticas sobre a celeridade do socorro. Enquanto as operações avançam, a prefeitura de Manaus mantém a suspensão de eventos ao ar livre devido à deterioração da qualidade do ar, que atingiu níveis preocupantes na capital amazonense.
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