Falência da Oi trava rescisões de 900 ex-funcionários
A decretação da falência da Oi invalidou acordos de pagamento de rescisões, deixando 900 ex-trabalhadores sem previsão de recebimento dos valores.
Pontos principais
- A falência da companhia anulou o acordo anterior de pagamento parcelado das verbas rescisórias.
- A administração judicial sustenta que a falência altera a prioridade de pagamento entre os credores.
- Sindicatos contestam a decisão e exigem o cumprimento integral das obrigações trabalhistas.
- Trabalhadores da subsidiária Serede enfrentam atrasos de até dez meses em seus acertos.
A decretação da falência da Oi gerou um impasse jurídico que suspendeu o pagamento das verbas rescisórias de cerca de 900 ex-funcionários demitidos em agosto. O acordo de parcelamento firmado anteriormente foi invalidado pela nova condição da empresa, levando a administração judicial a reclassificar os débitos dentro da ordem de prioridade dos credores. Enquanto a juíza Simone Gastesi Chevrand determinou o depósito de salários pendentes, a medida não contempla as indenizações devidas aos trabalhadores.
Representantes sindicais criticam a mudança e defendem a manutenção do compromisso original ou a quitação imediata dos valores. A situação é agravada por relatos de funcionários da subsidiária Serede, que enfrentam atrasos de até dez meses em suas rescisões. Diante da incerteza financeira e da falta de um cronograma claro para os pagamentos, muitos dos ex-colaboradores têm recorrido a arrecadações coletivas para suprir necessidades básicas de subsistência.
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