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Assassinatos de defensores ambientais atingem taxa de um a cada três dias

Relatório da Global Witness revela que 124 ativistas foram mortos em 2025, forçando comunidades a criar grupos de autodefesa contra o crime organizado.

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Foto: The Guardian World
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16/09 às 02:30

Pontos principais

  • Foram registrados 124 assassinatos de defensores da terra e da natureza ao longo de 2025.
  • A América Latina concentra 85% das mortes globais de ativistas ambientais.
  • Mais de um terço dos casos envolvem grupos de crime organizado ou matadores profissionais.
  • A violência está ligada ao narcotráfico, garimpo ilegal e invasões de terras indígenas.

Um relatório da organização Global Witness aponta um cenário alarmante para ativistas ambientais, com uma média de um assassinato a cada três dias durante o ano de 2025. O levantamento contabilizou 124 mortes de defensores da terra e da natureza, sendo que a grande maioria desses crimes, cerca de 85%, ocorreu em territórios da América Latina. Diante da escalada da violência e da falta de proteção estatal, diversas comunidades locais começaram a organizar unidades de autodefesa para proteger seus territórios e suas vidas.

O aumento da letalidade está diretamente associado à atuação de grupos de crime organizado, responsáveis por mais de um terço das ocorrências registradas. Essas organizações criminosas frequentemente utilizam o controle de territórios para atividades ilícitas, como o narcotráfico, que se sobrepõem a crimes ambientais como a extração ilegal de madeira e o garimpo. A situação coloca em risco direto populações indígenas e lideranças que tentam impedir a exploração predatória de recursos naturais em áreas protegidas.

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