Trump e Netanyahu discutem possível operação militar contra o Irã
Líderes avaliam ofensiva contra instalações nucleares iranianas antes das eleições, gerando divergências internas e incertezas políticas.
Pontos principais
- Netanyahu e Trump debateram uma possível operação contra alvos militares e nucleares do Irã.
- Israel manifestou preocupação com a reconstituição de partes do programa nuclear iraniano.
- O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, apoia a ação, enquanto outros conselheiros preferem sanções.
- A Casa Branca negou a discussão sobre o reinício de um conflito armado antes das eleições de meio de mandato.
- Uma nova escalada militar poderia impactar o calendário eleitoral em Israel e nos Estados Unidos.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente Donald Trump avaliaram a possibilidade de uma operação militar conjunta contra alvos estratégicos e nucleares do Irã. A discussão ocorre em meio a preocupações israelenses sobre avanços iranianos em seu programa nuclear, incluindo atividades na região de Pickaxe Mountain. O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, chegou a discutir com o general americano Dan Caine a viabilidade de retomar combates em grande escala nas próximas semanas.
A proposta enfrenta resistência interna e divergências entre conselheiros da Casa Branca, com alguns defendendo a manutenção de sanções econômicas em vez de ataques diretos. Embora o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tenha se mostrado favorável à intervenção, a administração Trump negou oficialmente que o governo planeje qualquer ação militar antes das eleições de meio de mandato. Uma eventual escalada no conflito poderia provocar o adiamento das eleições em Israel e influenciar o cenário político nos Estados Unidos.
