Ombudsman de Queensland recua sobre fechamento de centro juvenil
Anthony Reilly retirou recomendação para fechar centro de detenção em Wacol, mesmo após denúncias de automutilação e condições precárias no local.
Pontos principais
- O ombudsman de Queensland, Anthony Reilly, desistiu de pedir o fechamento do centro de detenção juvenil de Wacol.
- Relatórios apontam falta de luz natural, privacidade e espaço adequado para longos períodos de detenção.
- Jovens detidos na unidade têm recorrido à automutilação como forma de tentar transferência para outros locais.
- Especialistas temem que as novas leis de fiança do governo Crisafulli agravem a superlotação em celas policiais.
O ombudsman de Queensland, Anthony Reilly, retirou formalmente a recomendação para o fechamento do centro de detenção juvenil de Wacol. A decisão ocorre apesar de um relatório de inspeção detalhar condições consideradas inadequadas para a permanência prolongada de menores, destacando a ausência de luz natural, privacidade e espaço físico suficiente. O cenário tem gerado preocupações humanitárias, com relatos de jovens que praticam a automutilação na tentativa de serem transferidos da unidade.
Apesar das críticas, a manutenção do centro reflete a complexidade do sistema prisional local diante das novas diretrizes governamentais. Existe um temor crescente de que as recentes alterações nas leis de fiança, implementadas pela gestão de Crisafulli, possam sobrecarregar ainda mais o sistema. A expectativa é que a medida resulte em uma crise de superlotação, forçando o uso de celas policiais para abrigar jovens infratores por períodos prolongados.
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