China impõe regras rígidas para chatbots de IA com foco emocional
Novas regulamentações chinesas restringem o uso de IAs que simulam relações humanas para mitigar riscos de isolamento e dependência emocional.
Pontos principais
- Regras entraram em vigor em 15 de julho de 2026 para chatbots que imitam interações humanas.
- Menores de 18 anos estão proibidos de acessar parceiros virtuais, com restrições adicionais para menores de 14 anos.
- Empresas como Alibaba e ByteDance desativaram funções de companhia em seus assistentes de IA.
- A legislação exige que assistentes virtuais declarem explicitamente que não são humanos.
- Especialistas sugerem que a medida também visa combater a queda na taxa de fertilidade do país.
O governo da China implementou, em 15 de julho de 2026, uma série de regulamentações rigorosas voltadas para chatbots de inteligência artificial que simulam relacionamentos humanos. As novas diretrizes impõem limites a interações emocionais prolongadas e exigem que os sistemas identifiquem claramente sua natureza não humana. Além disso, o acesso a parceiros virtuais foi proibido para menores de 18 anos, enquanto usuários abaixo de 14 anos necessitam de autorização parental para interagir com IAs que mimetizam comportamentos humanos.
A medida reflete preocupações estatais sobre o aumento do isolamento social e a manipulação emocional dos usuários. Em resposta, gigantes da tecnologia como Alibaba e ByteDance encerraram funções de companhia em seus produtos antes da vigência da lei. Analistas apontam que a iniciativa também possui um viés pró-natalista, buscando incentivar interações reais em meio à crise demográfica chinesa, enquanto o governo mantém cooperação com empresas para monitorar a saúde mental dos usuários.
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