China impõe regras rígidas para chatbots de companhia com IA
Em vigor desde 15 de julho, a norma da CAC restringe serviços de IA que simulam personalidade humana e oferecem interação emocional contínua, e veda parentes ou parceiros virtuais a menores de 18 anos.
Pontos principais
- Aprovada em 2 de fevereiro e publicada em 10 de abril de 2026, entrou em vigor em 15 de julho.
- Alcança serviços que simulam personalidade e estilo de comunicação humanos e oferecem interação emocional contínua, em texto, imagem, áudio ou vídeo.
- Ficam de fora atendimento ao cliente, perguntas e respostas, assistentes de trabalho, educação e pesquisa sem interação emocional contínua.
- Menores de 18 anos não podem usar serviços de parentesco ou parceria virtual; menores de 14 precisam de consentimento dos pais ou responsáveis para os demais serviços desse tipo.
- Os provedores devem avisar que o usuário fala com uma IA e lembrar o usuário do tempo de uso quando o uso contínuo passa de duas horas.
- Serviços com mais de 1 milhão de usuários registrados ou 100 mil usuários ativos por mês precisam de avaliação de segurança.
- Multas de 10 mil a 100 mil yuans para quem se recusa a corrigir ou em casos graves, e de 100 mil a 200 mil quando há dano à vida ou à saúde.
- Dados de interação não podem ser repassados a terceiros sem base legal ou consentimento, e dados pessoais sensíveis só entram em treinamento com consentimento separado.
A Administração do Ciberespaço da China (CAC) publicou as Medidas Provisórias para a Gestão de Serviços de Interação Antropomórfica com IA junto com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o Ministério da Indústria e da Tecnologia da Informação, o Ministério da Segurança Pública e a Administração Estatal de Regulação do Mercado. Segundo esses órgãos, o objetivo é promover o desenvolvimento saudável desses serviços e proteger a segurança nacional e o interesse público. Eles também incentivam o uso desses serviços em cuidado infantil e companhia para idosos.
Os provedores precisam manter sistemas próprios de revisão de algoritmos, ética e resposta a emergências. Eles não podem incentivar automutilação ou suicídio, nem induzir dependência emocional, e devem oferecer saída fácil, com interrupção imediata do serviço quando o usuário pedir.
Lojas de aplicativos devem verificar a conformidade dos apps e remover os que não cumprirem as regras. As sanções vão de advertência e ordem de correção à suspensão de contas, restrição ou interrupção do serviço, além de multa.
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