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Setor da construção civil apresenta agenda de prioridades ao governo

Entidades do setor pedem redução de juros e cautela com mudanças na jornada de trabalho para manter o crescimento projetado de 1,2% em 2026.

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Foto: InfoMoney
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10/10 às 05:31

Pontos principais

  • O setor projeta crescimento de 1,2% em 2026, impulsionado por infraestrutura e pelo Minha Casa, Minha Vida.
  • Empresários defendem equilíbrio fiscal como pré-requisito para a queda dos juros e melhoria do crédito.
  • A redução da jornada 6x1 é vista com preocupação, podendo elevar custos de mão de obra em até 15%.
  • Proposta sugere liberar R$ 75 bilhões para habitação via redirecionamento de recursos da poupança.
  • Setor cobra agilidade e prazos adequados para a implementação da reforma tributária.

O setor da construção civil apresentou ao governo federal uma agenda estratégica focada na sustentabilidade econômica e na manutenção do crescimento, projetado em 1,2% para 2026. As entidades destacam que a redução dos juros é essencial para viabilizar o crédito imobiliário e o capital de giro das empresas, condicionando esse cenário à manutenção do equilíbrio fiscal do país. Além disso, o setor propõe o redirecionamento de recursos da poupança para o financiamento habitacional, medida que teria potencial para injetar R$ 75 bilhões no mercado.

Em relação às mudanças trabalhistas, o setor manifestou cautela sobre a possível redução da jornada 6x1, alertando que a medida pode elevar os custos da mão de obra em até 15% caso não seja acompanhada por ganhos de produtividade. Paralelamente, os empresários criticam a lentidão na operacionalização da reforma tributária, defendendo a necessidade de prazos mais flexíveis para que as companhias consigam se adaptar às novas exigências fiscais sem comprometer a execução de obras de infraestrutura e programas habitacionais.

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