Setor da construção civil apresenta agenda de prioridades ao governo
Entidades do setor pedem redução de juros e cautela com mudanças na jornada de trabalho para manter o crescimento projetado de 1,2% em 2026.
Pontos principais
- O setor projeta crescimento de 1,2% em 2026, impulsionado por infraestrutura e pelo Minha Casa, Minha Vida.
- Empresários defendem equilíbrio fiscal como pré-requisito para a queda dos juros e melhoria do crédito.
- A redução da jornada 6x1 é vista com preocupação, podendo elevar custos de mão de obra em até 15%.
- Proposta sugere liberar R$ 75 bilhões para habitação via redirecionamento de recursos da poupança.
- Setor cobra agilidade e prazos adequados para a implementação da reforma tributária.
O setor da construção civil apresentou ao governo federal uma agenda estratégica focada na sustentabilidade econômica e na manutenção do crescimento, projetado em 1,2% para 2026. As entidades destacam que a redução dos juros é essencial para viabilizar o crédito imobiliário e o capital de giro das empresas, condicionando esse cenário à manutenção do equilíbrio fiscal do país. Além disso, o setor propõe o redirecionamento de recursos da poupança para o financiamento habitacional, medida que teria potencial para injetar R$ 75 bilhões no mercado.
Em relação às mudanças trabalhistas, o setor manifestou cautela sobre a possível redução da jornada 6x1, alertando que a medida pode elevar os custos da mão de obra em até 15% caso não seja acompanhada por ganhos de produtividade. Paralelamente, os empresários criticam a lentidão na operacionalização da reforma tributária, defendendo a necessidade de prazos mais flexíveis para que as companhias consigam se adaptar às novas exigências fiscais sem comprometer a execução de obras de infraestrutura e programas habitacionais.
