CBIC alerta para riscos indiretos de tarifas americanas na construção
Embora a exposição direta seja baixa, o setor teme que o impacto cambial e inflacionário das tarifas dos EUA prejudique a queda dos juros no Brasil.
Pontos principais
- A construção civil brasileira utiliza majoritariamente insumos nacionais, limitando o impacto direto das tarifas americanas.
- A CBIC aponta que a instabilidade cambial e a inflação podem impedir a redução da taxa de juros, encarecendo o crédito.
- O PVC é monitorado como um insumo sensível, apesar de não estar incluído nas tarifas atuais dos EUA.
- O setor imobiliário registrou alta de 4,1% nas vendas no primeiro trimestre, impulsionado por obras de infraestrutura.
- A escassez de mão de obra tem levado construtoras a investir na industrialização de processos para aumentar a produtividade.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avalia que o impacto direto do recente tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump no setor é limitado, dado que a maior parte dos insumos utilizados pelas construtoras brasileiras é de origem nacional. No entanto, a entidade manifestou preocupação com os efeitos macroeconômicos indiretos dessa disputa comercial, especialmente no que tange à volatilidade do câmbio e à pressão inflacionária. Tais fatores podem comprometer a trajetória de queda dos juros, encarecendo o financiamento imobiliário e os custos operacionais das empresas. Paralelamente, o setor busca contornar a escassez de mão de obra qualificada por meio da industrialização dos processos produtivos. Com um crescimento de 4,1% nas vendas no primeiro trimestre, impulsionado por projetos de infraestrutura e saneamento, a indústria mantém cautela diante do cenário externo para sustentar a expansão das atividades.
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