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Startup de IA Manus capta US$ 500 milhões após bloqueio de venda à Meta

A Manus, subsidiária da Butterfly Effect, garantiu novo aporte após autoridades chinesas impedirem sua aquisição pela Meta por US$ 2 bilhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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08/10 às 04:15, atualizado 09/10 às 07:08

Pontos principais

  • A rodada de financiamento captou mais de US$ 500 milhões para a Manus.
  • O aporte foi liderado pela Boyu Capital e pela IDG Capital.
  • Investidores como Tencent, HSG e ZhenFund participaram da rodada.
  • A aquisição pela Meta foi bloqueada pela China em abril de 2026.
  • A empresa retomou operações independentes em agosto deste ano.
  • A Manus lançou recentemente o sistema Cascade e o aplicativo Cue.
  • A startup avalia a possibilidade de uma oferta pública inicial em Hong Kong.

A startup chinesa de inteligência artificial Manus, controlada pela Butterfly Effect, anunciou a captação de mais de US$ 500 milhões em sua primeira rodada de investimentos após o encerramento forçado de sua parceria com a Meta. O aporte foi liderado pela Boyu Capital e pela IDG Capital, contando também com a participação de investidores estratégicos como Tencent, HSG e ZhenFund.

O movimento ocorre meses após o governo chinês intervir no setor de tecnologia, bloqueando a aquisição da Manus pela Meta em abril de 2026. A transação, que estava avaliada em US$ 2 bilhões, foi vetada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, que proibiu o investimento estrangeiro na empresa sob alegações de segurança e soberania tecnológica.

Desde que retomou suas operações independentes em agosto, a Manus tem focado no desenvolvimento de agentes de IA e ferramentas de automação. A empresa lançou recentemente a versão 2.0 de sua plataforma, o sistema de execução Cascade e o aplicativo Cue, voltado para agentes pessoais de IA, buscando provar sua escalabilidade e viabilidade financeira no mercado global.

Com o novo capital, a companhia pretende consolidar sua estrutura operacional e atender às exigências regulatórias de Pequim. Analistas do setor indicam que a Manus agora avalia a possibilidade de realizar uma oferta pública inicial em Hong Kong, consolidando seu caminho como uma entidade independente frente à concorrência com gigantes globais do setor de tecnologia.

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