Crédito rural cai 30% e setor debate crise de endividamento
Desembolsos de crédito rural recuaram para R$ 80 bilhões no trimestre, pressionados pela queda nos preços das commodities e alta inadimplência.
Pontos principais
- Desembolsos de crédito rural somaram R$ 80 bilhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, queda de 30%.
- O número de contratos de financiamento caiu de 717,6 mil para 555,3 mil no período.
- Produtores enfrentam margens apertadas devido à desvalorização de grãos e fibras no mercado internacional.
- A Aprosoja Brasil critica a MP 1376, alegando que a medida não atende às necessidades de renegociação das dívidas.
- Especialistas recomendam cautela com novos contratos devido às taxas de juros elevadas.
O setor agropecuário brasileiro enfrenta um cenário de restrição financeira, marcado por uma queda de quase 30% nos desembolsos de crédito rural no primeiro trimestre da safra 2026/27. O montante de R$ 80 bilhões reflete a dificuldade dos produtores em acessar financiamentos tradicionais, em um momento em que a queda nos preços de grãos e fibras pressiona as margens de lucro e eleva os índices de inadimplência no campo.
Durante o fórum Conexão CEPEA, especialistas e representantes do setor discutiram os desafios do endividamento, apontando que a atual oferta de crédito é insuficiente para cobrir as necessidades de renegociação. Enquanto a Aprosoja Brasil critica a eficácia da MP 1376, muitos produtores têm buscado alternativas como recursos próprios e Cédulas de Produto Rural (CPRs) para viabilizar o plantio, apesar dos custos operacionais mais elevados e da menor regulação desses instrumentos financeiros.
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