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El Niño pode se tornar o evento mais forte já registrado desde 1950

NOAA e OMM alertam que o fenômeno se intensificou, com 83% de chance de superar recordes históricos de temperatura no Pacífico até o fim de 2026.

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Foto: Canal Rural
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08/10 às 11:45 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • O fenômeno El Niño apresenta anomalias de temperatura na superfície do mar superiores a 4°C em partes do Pacífico equatorial leste.
  • O índice Niño-3.4 atingiu +2,1°C, enquanto o índice Niño-1+2 alcançou +3,9°C, segundo dados da NOAA.
  • Existe uma probabilidade de 83% de que este seja o evento mais intenso registrado desde 1950 no período de outubro a dezembro.
  • A OMM prevê que o fenômeno atingirá seu pico em dezembro e persistirá com alta probabilidade até fevereiro de 2027.
  • Pesquisadores da Universidade de Chicago estimam que o evento pode resultar em até 451 mil mortes adicionais globalmente até fevereiro de 2027.
  • O El Niño deve provocar chuvas intensas no Sul do Brasil e secas no Norte e Nordeste, além de temperaturas elevadas no Sudeste e Centro-Oeste.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiram um alerta sobre a rápida intensificação do fenômeno El Niño. Dados do Centro de Previsão Climática da NOAA indicam que as temperaturas na superfície do Pacífico equatorial leste apresentam anomalias superiores a 4°C, com o índice Niño-3.4 atingindo +2,1°C. Devido a esses indicadores, há uma probabilidade de 83% de que este evento se torne o mais intenso já registrado desde o início do monitoramento em 1950, superando recordes anteriores.

A previsão técnica aponta que o fenômeno deve atingir seu pico de intensidade em dezembro, mantendo-se forte até o primeiro trimestre de 2027. Especialistas da OMM e pesquisadores da Universidade de Chicago alertam que a magnitude do evento pode causar perturbações climáticas severas, incluindo secas e chuvas extremas em diversas regiões do globo, com estimativas que apontam para um impacto significativo na mortalidade global até fevereiro de 2027. No Brasil, a expectativa é de um cenário climático heterogêneo, com aumento de chuvas no Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste.

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