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ONU alerta para El Niño de proporções gigantescas até 2027

Organização Meteorológica Mundial prevê que o fenômeno climático deve ser o mais intenso em 70 anos, com duração confirmada até fevereiro de 2027.

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Foto: Época Negócios
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03/09 às 09:45 · atualizado 04/09 às 08:02

Pontos principais

  • A OMM estima uma probabilidade próxima de 100% de que o El Niño persista até fevereiro de 2027.
  • Temperaturas no Pacífico equatorial superam a média histórica entre 2,2°C e 2,6°C.
  • O fenômeno pode se tornar o mais forte já registrado desde o início dos monitoramentos em 1950.
  • O aquecimento oceânico eleva o risco de eventos climáticos extremos, como secas, incêndios e enchentes globais.
  • O Canal do Panamá já reduziu o tráfego de navios em 10% devido à previsão de escassez de chuvas.
  • Cientistas preveem que 2027 pode se tornar o ano mais quente da história devido à liberação de calor acumulado.
  • Governos estão sendo orientados a reforçar sistemas de alerta precoce para mitigar danos a populações vulneráveis.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) emitiu um alerta global sobre a intensificação do fenômeno El Niño, descrevendo-o como um evento de proporções gigantescas que coloca o planeta em águas desconhecidas. Com base em dados recentes, a organização confirmou que o fenômeno, impulsionado por temperaturas excepcionalmente altas na superfície do Oceano Pacífico, deve persistir pelo menos até fevereiro de 2027. Especialistas indicam que este pode ser o episódio mais intenso dos últimos 70 anos, com picos de aquecimento previstos para o final de 2026.

A relevância deste evento reside no impacto direto sobre os padrões climáticos globais, aumentando significativamente a probabilidade de desastres naturais. Regiões como o Sudeste Asiático, América Central e o norte da América do Sul enfrentam riscos elevados de secas severas e incêndios florestais, enquanto o sul do Brasil, o leste da África e o sul dos Estados Unidos podem sofrer com enchentes recorrentes. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a necessidade de preparação imediata, destacando que a liberação de calor oceânico acumulado pode elevar as temperaturas globais a recordes históricos em 2027, exigindo medidas urgentes de mitigação e assistência.

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