Desafios emocionais persistem após o fim do tratamento do câncer de mama
Especialistas alertam que o pós-tratamento exige suporte psicológico contínuo devido ao medo de recidiva e impactos na autoestima das pacientes.
Pontos principais
- O fim das terapias oncológicas pode gerar insegurança, medo da solidão e ansiedade quanto a possíveis retornos da doença.
- Mudanças corporais, como cicatrizes e efeitos colaterais de medicamentos, afetam a autoestima e a vida sexual das mulheres.
- O Inca estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil para o triênio 2026-2028.
- Especialistas defendem uma abordagem multidisciplinar que inclua assistência social e psico-oncologia durante todo o processo.
Embora as campanhas do Outubro Rosa concentrem esforços na prevenção e no tratamento do câncer de mama, especialistas destacam que a conclusão das terapias não encerra os desafios enfrentados pelas pacientes. O período pós-tratamento é marcado por incertezas, medo persistente de recidiva e sentimentos de vulnerabilidade, que muitas vezes surgem durante a realização de exames de rotina. Além das questões psicológicas, as mudanças físicas decorrentes do tratamento, como cicatrizes e efeitos colaterais de medicações, impactam diretamente a autoestima e a vida sexual das mulheres.
Para mitigar esses efeitos, profissionais da saúde defendem a implementação de um acompanhamento multidisciplinar contínuo. A integração de serviços de psico-oncologia e assistência social é considerada fundamental para garantir que a paciente receba suporte integral após a alta hospitalar. Com a estimativa do Inca de 78.610 novos casos anuais para o próximo triênio, o fortalecimento dessa rede de apoio torna-se essencial para assegurar a qualidade de vida e o bem-estar emocional das sobreviventes.
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