Cesárea aumenta em 45% risco de câncer de placenta após mola gestacional
Estudo da UFRJ e Harvard associa cicatrizes de cesarianas a uma maior probabilidade de desenvolvimento de neoplasia trofoblástica gestacional.
Pontos principais
- Pesquisa analisou 2.904 pacientes no Brasil e nos EUA entre 2002 e 2022.
- Cicatriz da cesárea pode atuar como porta de entrada para a mola gestacional.
- Redução de cesarianas poderia evitar cerca de 177 casos da doença por ano no Brasil.
- Pacientes com histórico de cesárea devem manter acompanhamento médico rigoroso.
Um estudo colaborativo entre a UFRJ e a Universidade de Harvard revelou que mulheres com histórico de cesariana possuem um risco 45% maior de desenvolver neoplasia trofoblástica gestacional, um tipo raro de câncer de placenta. A condição, que decorre de um erro na fertilização conhecido como mola gestacional, exige monitoramento constante dos níveis do hormônio HCG. Segundo os pesquisadores, a cicatriz deixada pela cesárea pode facilitar a evolução da patologia, tornando o acompanhamento clínico dessas pacientes ainda mais crítico. Com uma incidência de aproximadamente 2,9 mil casos anuais no Brasil, especialistas sugerem que a redução nas taxas de cesarianas poderia prevenir cerca de 177 diagnósticos da doença por ano. Embora a maioria dos casos de mola seja benigna, a vigilância médica especializada é fundamental para garantir o tratamento precoce e reduzir riscos de mortalidade.
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