Christopher Waller antecipa novas altas de juros nos EUA, sem calendário fixo
Governador do Fed antecipa novas altas de juros caso os dados sigam como esperado, mas diz que o calendário delas é flexível.
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08/10 às 06:01 · atualizado 07:32
Pontos principais
- Waller antecipa novas altas de juros se os dados seguirem como esperado, para levar a inflação à meta de 2% em prazo mais curto.
- As altas não precisam vir em reuniões consecutivas, mas devem estar em vigor em um prazo aceitável.
- O núcleo do PCE subiu 0,25% em agosto na comparação mensal e 3% em 12 meses; a inflação está acima da meta há quase cinco anos e meio.
- Waller vê o mercado de trabalho sólido e estável em setembro e diz que, ao menos no curto prazo, a política vai focar a inflação.
- Nas projeções de setembro, 16 dos 18 participantes esperam pelo menos mais uma alta até o fim de 2026, e quatro desses 16 preveem duas.
- Oito participantes projetam juros 50 pontos-base acima do nível atual no fim de 2027.
- Segundo preços de futuros citados por Waller, o mercado vê 85% de chance de ao menos uma alta até a reunião de dezembro e quase 80% de pelo menos duas até março de 2027.
- Waller diz que suas opiniões não são necessariamente as do Conselho do Fed nem as do Fomc.
- As declarações foram feitas durante um evento organizado pelo Banco Central da Turquia, em Istambul.
Em setembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, depois de nove meses sem mudanças. Segundo Waller, a mudança se apoiou em evidências acumuladas ao longo de vários meses, e não em um único dado.
Para ele, o Summary of Economic Projections (SEP) sinaliza a direção dos juros sem fixar o ritmo nem o tamanho de cada alta. A trajetória, diz, não está predeterminada e depende dos dados que chegarem.
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