O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, defendeu a remoção do viés de flexibilização monetária, sinalizando que cortes de juros não são o cenário base no momento. O dirigente reforçou que a inflação permanece acima da meta de 2% há muito tempo, defendendo a manutenção das taxas atuais até que haja maior clareza sobre a trajetória dos preços. Waller não descartou novas altas caso as expectativas inflacionárias se desancorem, ressaltando que qualquer movimento de flexibilização dependeria de uma melhora clara nos dados de inflação ou de uma deterioração no mercado de trabalho, que atualmente é descrito como estável, mas sem expansão acelerada. Essa postura reflete a preocupação com o choque nos preços de energia agravado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Esse cenário de incerteza pressiona o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, a adotar uma linha mais 'hawkish' frente aos desafios econômicos. Como resposta, o mercado financeiro ajustou suas expectativas, passando a precificar um aumento de pelo menos 25 pontos-base na taxa básica até o final de 2026. A mudança de postura dos investidores é sustentada tanto pelas declarações de Waller quanto pelo aumento nas expectativas de inflação dos consumidores, conforme dados da Universidade de Michigan. Com as tensões geopolíticas impactando os custos globais, o Federal Reserve monitora a evolução dos indicadores macroeconômicos para definir o ritmo da política monetária sob a nova gestão.
Times Brasil • 22 mai, 15:00
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