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Anthropic atualiza política de uso contra abusos e riscos de IA

A Anthropic atualiza sua política de uso a partir de 12 de novembro, proibindo abusos contra modelos, interferência eleitoral e uso em armas.

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Foto: Anthropic Newsroom
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08/10 às 14:31 · atualizado 15:45

Pontos principais

  • Nova política entra em vigor em 12 de novembro de 2026.
  • Proibição explícita de abuso verbal prolongado e cruel contra modelos de IA.
  • Vedação a campanhas enganosas, como contas falsas e sites de notícias fabricados.
  • Restrições ao uso de tecnologia para desenvolvimento de software de armas e vigilância.
  • Regras focadas em impedir a interferência em processos democráticos e eleições.

A Anthropic, sediada nos Estados Unidos, anunciou uma atualização em sua política de uso que entra em vigor no dia 12 de novembro de 2026. Segundo a empresa, a maior parte das mudanças visa clarificar diretrizes existentes, respondendo à evolução dos modelos e ao feedback de usuários. Entre as novas regras, destaca-se a proibição de comportamento abusivo ou cruel sustentado contra os modelos, embora a companhia ressalte que casos de frustração comum, temas criativos sombrios ou pesquisas acadêmicas permanecem permitidos. Desde agosto, o Claude já contava com mecanismos para encerrar interações consideradas abusivas.

A atualização também consolida restrições contra a interferência em processos democráticos e a criação de campanhas enganosas, como a operação de contas falsas ou a geração de sites de notícias fabricados por Estados ou empresas. No campo da segurança, a política veda o uso da tecnologia para o desenvolvimento de software e componentes que operem armas, incluindo sistemas para drones e veículos autônomos. Além disso, a empresa impôs limites rigorosos à vigilância sem consentimento e determinou que usos de alto risco, como em saúde e finanças, devem manter revisão humana qualificada para garantir a integridade das decisões.

Fonte primária

Anthropic

2026 Usage Policy update

Publicado em 8/10/2026, o comunicado anual de atualização da Usage Policy entra em vigor em 12/11. A Anthropic diz que a maior parte das mudanças 'pretende clarificar regras existentes'. Pontos principais: (1) nova seção 'Do Not Engage in Deceptive Campaigns or Artificial Activity', que consolida a proibição de contas falsas e sites de notícias fabricados, por Estados, órgãos de propaganda ou empresas, em qualquer tipo de atividade (política ou comercial); (2) a seção eleitoral passa a se chamar 'Do Not Undermine Democratic Processes' e foca em enganar eleitores ou perturbar eleições, com remoção da proibição geral de direcionamento personalizado de voto e campanha; (3) proibição explícita de software e componentes que fazem armas funcionarem, incluindo armar drones e outros veículos autônomos; (4) vigilância: fica proibido rastrear pessoas sem consentimento e usar Claude para decidir quem investigar, prender ou acusar, com exceções para monitoramento de fraude consentido, moderação de conteúdo, jornalismo e pesquisa jurídica; (5) usos de alto risco (saúde, finanças, direitos legais) mantêm a exigência de revisão humana qualificada, agora com requisitos para ações físicas autônomas (operador qualificado deve observar e poder parar o equipamento); (6) nova proibição de comportamento abusivo ou cruel 'sustentado e sem razão' contra os modelos, aplicada só em casos extremos, e não a frustração comum, temas criativos sombrios ou testes.

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