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Anthropic relata uso indevido do Claude para fins bélicos e espionagem

Relatório da Anthropic aponta que agentes estatais e hackers utilizaram o modelo Claude para pesquisas de armas, ataques cibernéticos e vigilância.

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Foto: G1 - Economia
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11/09 às 10:45, atualizado 19:02

Pontos principais

  • A Anthropic baniu contas que tentaram usar o Claude para planejar experimentos com patógenos como gripe aviária e mpox.
  • Agentes ligados ao Irã utilizaram a IA para mapear alvos militares navais dos Estados Unidos.
  • O grupo russo Midnight Blizzard foi identificado orquestrando ataques de phishing contra alvos na Ucrânia.
  • Laboratórios chineses, incluindo Alibaba e DeepSeek, foram acusados de tentar extrair dados para treinar seus próprios modelos.
  • Células no Iêmen utilizaram a tecnologia para auxiliar no desenvolvimento de foguetes guiados e mísseis balísticos.
  • A empresa confirmou que nenhum dos abusos envolveu seus modelos mais avançados, como o Fable e o Mythos.
  • O Pentágono suspendeu parcerias com a Anthropic devido a divergências sobre o uso da IA em vigilância e sistemas autônomos.

A Anthropic divulgou um relatório detalhado revelando o uso indevido de seu modelo de inteligência artificial, o Claude, por agentes estatais e grupos de hackers. Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, a empresa identificou tentativas de utilizar a tecnologia para o desenvolvimento de armas biológicas, criação de software para armamentos convencionais, como drones e mísseis, e operações de vigilância contra dissidentes e minorias.

O documento destaca ações de diversos países, incluindo Rússia, Irã, China e Iêmen. Agentes iranianos, por exemplo, utilizaram a ferramenta para coletar dados públicos e mapear alvos militares dos Estados Unidos, enquanto grupos russos como o Midnight Blizzard empregaram a IA para automatizar ataques de phishing. Além disso, laboratórios chineses foram acusados de tentar realizar a destilação ilícita de modelos da Anthropic para aprimorar seus próprios sistemas de inteligência artificial.

Em resposta às descobertas, a Anthropic baniu as contas envolvidas e reforçou os mecanismos de segurança para bloquear consultas de alto risco. A empresa ressaltou que nenhum dos incidentes comprometeu seus modelos mais avançados, o Fable e o Mythos. O caso gerou repercussões institucionais, resultando na suspensão de uma parceria com o Pentágono, após a Anthropic se recusar a permitir o uso de sua tecnologia em sistemas de armas autônomas ou vigilância em massa.

Este cenário evidencia os desafios enfrentados por desenvolvedores de IA na mitigação de riscos existenciais e éticos. Enquanto a empresa busca neutralizar operações de espionagem e propaganda, o episódio reforça o debate global sobre a governança de modelos de linguagem e a necessidade de controles rigorosos para evitar que inovações tecnológicas sejam convertidas em ferramentas de conflito geopolítico.

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