Stellantis admite falha da indústria ocidental frente a marcas chinesas
Executivo da Stellantis reconhece erro de previsão sobre a velocidade da eletrificação e o avanço de montadoras da China no mercado brasileiro.
Pontos principais
- Participação de marcas chinesas no Brasil saltou de 9% para 17% em um ano.
- Importações de veículos chineses superaram 25% do mercado no último mês.
- Brasil importou mais de 400 mil veículos nos primeiros oito meses de 2026.
- Montadoras tradicionais criticam a importação de veículos desmontados (CKD/SKD).
O presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, reconheceu que a indústria automotiva ocidental subestimou a rapidez da transição para veículos elétricos e a força competitiva das fabricantes chinesas. Segundo o executivo, o setor falhou ao não prever a velocidade com que essas empresas ganhariam espaço no mercado brasileiro, onde a fatia de mercado das marcas da China saltou de 9% para 17% em apenas um ano.
Zola atribuiu o sucesso chinês à verticalização da produção e criticou o modelo de importação de veículos desmontados, conhecido como CKD ou SKD, que reduz custos operacionais em relação à fabricação nacional. Dados da Anfavea corroboram o cenário de pressão, indicando que mais da metade dos 406,7 mil veículos importados pelo Brasil até agosto de 2026 tiveram origem chinesa, gerando um debate sobre a necessidade de maior previsibilidade e incentivos para a cadeia produtiva local.
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