Morgan Stanley aponta aceleração na oferta do Semavy da Hypera
Dados de importação indicam que o medicamento Semavy pode ter desempenho superior às projeções de receita da Hypera no terceiro trimestre.
Pontos principais
- Importações indianas de medicamentos polipeptídicos somaram US$ 13,8 milhões entre agosto e setembro.
- O volume supera as estimativas iniciais do Morgan Stanley para a receita bruta de GLP-1 da companhia.
- O preço do Semavy manteve estabilidade em setembro, sendo comercializado a cerca de R$ 325 por caneta.
- O Morgan Stanley mantém recomendação de compra para as ações da Hypera, apesar de ressalvas sobre a natureza dos dados alfandegários.
Dados recentes de importação da Índia sugerem que a oferta do medicamento Semavy, produzido pela Hypera, pode estar crescendo em um ritmo mais acelerado do que o previsto pelo Morgan Stanley. Entre agosto e setembro, o valor das importações de medicamentos polipeptídicos atingiu US$ 13,8 milhões, superando as projeções do banco para a receita bruta de GLP-1 da farmacêutica no terceiro trimestre. Analistas destacam, contudo, que os dados alfandegários não permitem identificar produtos individualmente e podem refletir a formação de estoques pelas redes farmacêuticas.
O mercado de GLP-1 apresenta um cenário de competição crescente, com redes de farmácias oferecendo condições facilitadas de parcelamento para itens de alto valor. Apesar da pressão competitiva, o preço do Semavy demonstrou estabilidade em setembro, mantendo-se em torno de R$ 325 por caneta. Diante do cenário de oferta, o Morgan Stanley reafirmou sua recomendação de compra para os papéis da Hypera, monitorando de perto a evolução das vendas no setor.
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