Visão geral
A Hypera Pharma (Hypera S.A., ação HYPE3 na B3) é uma das maiores farmacêuticas do Brasil. Fabrica e vende remédios isentos de prescrição, medicamentos de receita, genéricos e dermocosméticos, com marcas como Neosaldina, Benegrip, Buscopan, Engov, Doril, Neo Química e Mantecorp Skincare. É a antiga Hypermarcas, fundada em 2001 por João Alves de Queiroz Filho, e adotou a marca Hypera Pharma em 2018, quando já atuava só no setor farmacêutico.
A produção fica concentrada em Anápolis (GO), no complexo que a empresa descreve como o maior da América Latina no setor. A sede administrativa fica em São Paulo. O grupo tem mais de 10 mil funcionários.
Em 2026, a Hypera voltou ao lucro depois da crise de capital de giro de 2024 e 2025, fez um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e entrou no mercado das canetas emagrecedoras com o Semavy, sua versão da semaglutida, lançada em 4 de setembro de 2026. Desde julho de 2025, um bloco formado pelo fundador, pela mexicana Maiorem e pela Votorantim controla 53% do capital, o que afastou a possibilidade de a rival EMS tomar o controle.
O que é a Hypera e o que ela faz
A empresa organiza o negócio em cinco unidades:
- Consumer Health (isentos de prescrição): a Hypera se apresenta como líder do segmento no Brasil, com Benegrip, Engov, Estomazil, Epocler, Neosaldina, Buscopan, Coristina D e Doril. Também vende adoçantes e suplementos, como Zero-Cal, Tamarine e Biotônico Fontoura.
- Produtos de prescrição: sob a marca Mantecorp Farmasa, atua em dor, sistema respiratório, gastroenterologia e vitaminas. Entre os produtos estão Addera D3, Nesina, Dramin, Alivium, Predsim, Lisador e Rinosoro.
- Similares e genéricos: vendidos com a marca Neo Química, presente em quase todas as farmácias do país.
- Skincare: Mantecorp Skincare (dermocosméticos como o protetor solar Episol), Simple Organic e Bioage, esta voltada a tratamentos estéticos profissionais.
- Mercado institucional: desde 2021 vende para hospitais e clínicas, com Bac-Sulfitrin, Buscopan e Dramin injetáveis, o anestésico Hyfol (propofol) e o Hyblut, primeiro biológico da empresa, para trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
Hypera e Neo Química são a mesma empresa: Neo Química é a marca de genéricos e similares do grupo, comprada em 2009. É também o nome do estádio do Corinthians, a Neo Química Arena, desde 1º de setembro de 2020, quando a Hypera fechou contrato de naming rights de 20 anos por R$ 300 milhões, pagos em 20 parcelas anuais.
A Mantecorp Skincare passou a ser a dona do nome da São Paulo Fashion Week: em 18 de outubro de 2026, no fim da 61ª edição, o evento anunciou que se chamará Mantecorp SPFW a partir de 2027, em contrato de sete anos. A organizadora IMM continua no comando da semana de moda, e os valores não foram divulgados.
Onde fica: sede e fábricas
A sede e o escritório administrativo ficam em São Paulo (SP). O centro de pesquisa e desenvolvimento, o Hynova, fica em Barueri (SP), e há centros de distribuição em Anápolis (GO), Cajamar (SP), Contagem (MG) e Viana (ES).
A maior parte da produção sai do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), em Goiás, onde operam a Brainfarma e a Cosmed, subsidiárias industriais do grupo. Segundo a empresa, o complexo tem mais de 170 mil m² de área construída, cerca de 5,5 mil funcionários na indústria e capacidade para mais de 1,4 bilhão de unidades por ano. Em São Paulo, uma fábrica de cerca de 30 mil m² está sendo ampliada para internalizar a produção de marcas compradas nos últimos anos.
Em 24 de agosto de 2022, a Brainfarma inaugurou em Anápolis uma fábrica de injetáveis e colírios, com investimento de cerca de R$ 400 milhões. Em 26 de março de 2026, o presidente Lula visitou o complexo no lançamento do Projeto IFA Brasileiro, que vai produzir no país a escopolamina, princípio ativo do Buscopan, hoje importada. O projeto custa cerca de R$ 250 milhões, dos quais R$ 107 milhões financiados pelo BNDES, e inclui uma fazenda no Paraná para cultivar a duboisia, planta de onde se extrai o insumo. A empresa prevê a certificação de boas práticas de fabricação no quarto trimestre de 2026 e o início da produção em 2027.
História
A empresa foi fundada em 2001 por João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, conhecido pela marca de alimentos Arisco, e começou em higiene pessoal, limpeza e alimentos. Entrou no setor farmacêutico em 2007, com a compra da DM Indústria Farmacêutica, e abriu o capital no Novo Mercado da B3 em 2008.
Entre 2008 e 2011 comprou a Farmasa (2008), a Neo Química (2009) e a Mantecorp (2011). De 2015 a 2017 vendeu as operações fora da saúde: cosméticos para a Coty, preservativos para a RB e descartáveis para a Ontex. Em 2018 adotou o nome Hypera Pharma e criou o Hynova. Breno Oliveira, que era diretor financeiro, assumiu a presidência executiva em abril de 2018, no lugar de Claudio Bergamo.
Vieram depois as compras de marcas: Buscopan e Buscofem, da Boehringer Ingelheim, em 2020; o portfólio da Takeda (Neosaldina, Dramin, Nesina, Nebacetin e Alektos), a Simple Organic e a Bioage em 2021; e um portfólio da Sanofi em 2022.
Em outubro de 2024, a Hypera mudou a política comercial para reduzir o prazo dado às farmácias e distribuidores e cortar o estoque nos canais de venda. A meta era baixar o ciclo de recebíveis de 116 dias, no segundo trimestre de 2024, para 60 dias no fim de 2025. A empresa abandonou a projeção de resultados para 2024 e a ação caiu mais de 15% em 21 de outubro de 2024, dia em que a EMS fez sua proposta de fusão. O processo terminou no segundo trimestre de 2025. No primeiro trimestre de 2025, ainda sob o efeito da mudança, a Hypera teve prejuízo líquido de R$ 141,1 milhões.
Resultados
A Hypera publica balanço a cada trimestre. Os números abaixo são de operações continuadas, que excluem negócios vendidos ou encerrados. Ebitda é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização; sell-out é a venda das farmácias ao consumidor.
| Trimestre | Receita líquida | Ebitda | Lucro líquido | Divulgação |
|---|---|---|---|---|
| 4º tri 2025 | R$ 2,24 bilhões (+48%) | R$ 748,4 milhões | cerca de R$ 450 milhões | 12/03/2026 |
| 1º tri 2026 | R$ 2,018 bilhões (+86,7%) | R$ 586,5 milhões | R$ 345,7 milhões | 28/04/2026 |
| 2º tri 2026 | R$ 2,336 bilhões (+8,5%) | R$ 754,9 milhões | R$ 490,0 milhões | 06/08/2026 |
4º trimestre de 2025. O lucro de cerca de R$ 450 milhões ficou acima dos R$ 395 milhões esperados por analistas, segundo a LSEG, e muito acima dos R$ 79 milhões do mesmo trimestre de 2024. Ficou perto dos R$ 454 milhões do terceiro trimestre de 2025. O Ebitda superou a média esperada de R$ 731 milhões. O sell-out cresceu 7,4%, 0,5 ponto percentual acima do mercado em que a empresa atua. Marketing ficou estável (R$ 381 milhões, -0,7%), despesas com vendas subiram 6,8% (R$ 260 milhões) e despesas gerais e administrativas caíram 11,6% (R$ 88 milhões).
1º trimestre de 2026. A Hypera reverteu o prejuízo de R$ 138,8 milhões de um ano antes. O salto da receita reflete a base fraca do início de 2025, afetada pelo corte de estoques. O sell-out cresceu 9,4%. A dívida líquida caiu de R$ 7,665 bilhões no fim de 2025 para R$ 6,301 bilhões, 2,2 vezes o Ebitda, com o dinheiro do aumento de capital.
2º trimestre de 2026. O lucro líquido total foi de R$ 490,2 milhões, alta de 15,2%. No semestre, o lucro somou R$ 837,1 milhões e a receita, R$ 4,354 bilhões. O sell-out subiu 7,6%, com destaque para dermatologia, gastroenterologia e cardiologia. O marketing cresceu 13,7%, para R$ 410,9 milhões. A dívida líquida fechou junho em R$ 5,903 bilhões, 2,1 vezes o Ebitda.
O resultado do terceiro trimestre de 2026 sai em 27 de outubro de 2026, após o fechamento do mercado, com teleconferência em 28 de outubro.
Semavy: a semaglutida da Hypera
O Semavy é a caneta de semaglutida da Hypera, vendida com a marca Mantecorp. A semaglutida é o princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, da Novo Nordisk. A patente da molécula no Brasil expirou em 20 de março de 2026, 20 anos depois do depósito do pedido. A Novo Nordisk tentou na Justiça estender a proteção, e o Superior Tribunal de Justiça negou o pedido.
A Anvisa aprovou o Semavy em 29 de julho de 2026, junto com outras quatro semaglutidas: Owozy, Seemasun, Zempneo e Orsema. O Semavy foi registrado pela Cosmed e o Zempneo pela Brainfarma, ambas do grupo. A aprovação vale para o tratamento do diabetes tipo 2. O produto é sintético, obtido por síntese química, e é fabricado na Índia pela Sun Pharma, parceira da Hypera.
Em 7 de agosto de 2026, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) aprovou o preço, com teto de cerca de R$ 803 pelo tratamento mensal. O Semavy chegou às farmácias em 4 de setembro de 2026: a caneta de 1 mg custa R$ 333 no pacote de três unidades por R$ 999, que dura três meses, com desconto do programa Mantecorp Saúde. Avulsa, sai por R$ 464,80. A venda exige receita, com retenção de uma via. Foi a segunda semaglutida brasileira à venda: a EMS lançou o Ozivy em junho de 2026. A Hypera também lançou a linha de suplementos Semavy Nutri.
Em 25 de setembro de 2026, a Anvisa proibiu a propaganda do Semavy ao público. A agência encontrou anúncios em painéis do Aeroporto de Congonhas, no site do produto e em redes sociais. Remédios de tarja vermelha ou preta só podem ser anunciados a médicos, dentistas e farmacêuticos. A Hypera disse que tomou as medidas para cumprir a decisão.
Para os bancos, o Semavy é o principal motor de crescimento da empresa. Em julho de 2026, o Morgan Stanley projetou receita de R$ 330 milhões com semaglutida em 2027 e R$ 1,17 bilhão em 2029. Em outubro, o Citi estimou que o produto renda de R$ 60 milhões a R$ 70 milhões no terceiro trimestre de 2026, com cerca de 10% do volume de semaglutida no primeiro mês.
A Hypera tem outros lançamentos previstos. Em parceria com a japonesa Astellas, vai vender no Brasil o fezolinetanto (Veoza no exterior), remédio não hormonal para as ondas de calor da menopausa, aprovado pela Anvisa em junho de 2026. A chegada às farmácias está prevista para o primeiro semestre de 2027.
A disputa com a EMS
Em 21 de outubro de 2024, a EMS, de Carlos Sanchez, propôs a fusão com a Hypera. A oferta previa comprar até 20% das ações a R$ 30 cada e depois trocar as ações das duas empresas. Sanchez ficaria com quase 70% do grupo combinado. O conselho da Hypera rejeitou a proposta por unanimidade em 24 de outubro de 2024. Citou o portfólio da EMS, concentrado em genéricos, a diferença de cultura e governança e o preço, que "subestima significativamente" a Hypera. A EMS retirou a oferta em 30 de outubro de 2024, e a ação caiu 8,3% no dia seguinte.
Sanchez seguiu comprando ações e chegou a 6,02% da Hypera em 20 de dezembro de 2024. Em 2025, pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aval para ampliar a fatia e tentou indicar conselheiros, entre eles o investidor Lírio Parisotto. A Hypera acusou a rival de buscar informações concorrenciais sensíveis. Em abril de 2025, o Cade suspendeu os direitos políticos da EMS na Hypera.
A resposta da Hypera foi o novo bloco de controle de julho de 2025, com 53% do capital. Em dezembro de 2025, a EMS desistiu do processo no Cade, que concluiu que ela pode votar desde que limitada a 4,99% do capital. Em março de 2026, o fundo Dodgers, de Sanchez, reduziu a participação para 4,96%. No mesmo mês, a EMS fechou acordo para comprar a Medley, da Sanofi, ativo que a Hypera também disputava.
Quem controla a Hypera
Em 7 de julho de 2025, João Alves de Queiroz Filho, Alvaro Stainfeld Link, a holding mexicana Maiorem e a Votorantim assinaram um acordo de acionistas e passaram a controlar 53% do capital. Na data, o fundador tinha cerca de 27%, a Maiorem 15% e a Votorantim 11%. Segundo o Citi, o bloco ficou com sete das dez cadeiras do conselho. O Cade aprovou a entrada da Votorantim no controle em agosto de 2025.
Em 3 de fevereiro de 2026, o conselho aprovou um aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão, com ações a R$ 21,25. A Votorantim se comprometeu a pôr até R$ 1 bilhão. Todas as 70,6 milhões de ações foram subscritas, e o capital passou a 704 milhões de ações em 31 de março de 2026. Em maio de 2026, a Votorantim informou que chegou a 15,8% da empresa. Pelo acordo, ela só terá os mesmos poderes de Júnior, como escolher o presidente do conselho, se chegar a 90% da fatia dele.
Breno Oliveira é o presidente executivo (CEO) desde 2018. Ramon Sanches Frutuoso Silva é o diretor financeiro e de relações com investidores.
Ações (HYPE3)
As ações ordinárias da Hypera são negociadas na B3 com o código HYPE3, no Novo Mercado, segmento de maior exigência de governança. Também há recibos negociados nos Estados Unidos (HYPMY).
A ação caiu com a crise de 2024: em dezembro daquele ano era negociada perto de R$ 18. Em 2026, os bancos passaram a recomendar compra por causa do Semavy. O Citi elevou a recomendação para compra em 14 de maio de 2026, quando a empresa valia R$ 16,4 bilhões na bolsa. Em 21 de julho de 2026, HYPE3 caiu 5,51%, para R$ 20,24, uma das maiores quedas do Ibovespa no dia. Em 25 de setembro de 2026, era negociado a R$ 24,47. Em 9 de outubro de 2026, o Citi subiu o preço-alvo para R$ 30.
A empresa remunera os acionistas com juros sobre capital próprio. Aprovou R$ 185,0 milhões em março de 2026 (R$ 0,26304 por ação) e R$ 185,2 milhões em setembro de 2026, também de R$ 0,26304 por ação, para quem tinha os papéis em 28 de setembro de 2026, com pagamento até o fim de 2027.
Polêmicas
Lava Jato. O fundador da empresa fez acordo de delação premiada. Em abril de 2018, Júnior deixou a presidência do conselho e o então CEO Claudio Bergamo se afastou do cargo, por causa das investigações sobre a delação de um ex-executivo. Em fevereiro de 2020, com base na delação do ex-diretor de relações institucionais Nelson Mello, o Ministério Público Federal denunciou Júnior e ex-executivos por pagamentos ao ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC) entre 2013 e 2015, ligados a uma proposta de emenda que mudava a tributação de remédios. Em agosto de 2020, Júnior fechou com a Procuradoria-Geral da República um acordo com multa de R$ 1 bilhão, a maior da história da PGR na época. O ministro Edson Fachin, do STF, homologou as delações em 25 de setembro de 2020. Mais em Operação Lava Jato.
Propaganda do Semavy. A Anvisa proibiu em setembro de 2026 a publicidade da caneta ao público, como descrito na seção sobre o Semavy.
O que acontece agora
- Resultado do 3º trimestre de 2026, em 27 de outubro. O BTG e o Citi esperam vendas mais fracas de antigripais por causa de uma temporada de gripe menos intensa e margens pressionadas pelos gastos com o lançamento do Semavy.
- Semavy: aprovado só para diabetes tipo 2, disputa o mercado com o Ozivy, da EMS, e outras semaglutidas.
- Fezolinetanto, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2027.
- Escopolamina: certificação da fábrica de Anápolis prevista para o quarto trimestre de 2026.
- Mantecorp SPFW, a partir da edição de 2027.
Linha do tempo
- 2001: fundação da empresa, que viria a se chamar Hypermarcas, por João Alves de Queiroz Filho.
- 2007: entrada no setor farmacêutico com a compra da DM Indústria Farmacêutica.
- 2008: abertura de capital no Novo Mercado da B3 e compra da Farmasa.
- 2009: compra da Neo Química.
- 2011: compra da Mantecorp.
- 2015 a 2017: venda das operações de cosméticos, preservativos e descartáveis.
- 26/04/2018: Breno Oliveira assume a presidência executiva; adoção do nome Hypera Pharma no mesmo ano.
- 2020: compra de Buscopan e Buscofem, da Boehringer Ingelheim.
- 01/09/2020: a Arena Corinthians passa a se chamar Neo Química Arena.
- 25/09/2020: o STF homologa a delação de João Alves de Queiroz Filho.
- 2021: compra do portfólio da Takeda, com Neosaldina e Dramin, e da Bioage e Simple Organic.
- 24/08/2022: inauguração da fábrica de injetáveis em Anápolis.
- 21/10/2024: a EMS propõe fusão; a Hypera rejeita em 24/10 e a EMS retira a oferta em 30/10.
- 07/07/2025: novo bloco de controle com 53% do capital.
- 12/03/2026: balanço do 4º trimestre de 2025, com lucro de cerca de R$ 450 milhões.
- 20/03/2026: expira a patente da semaglutida no Brasil.
- 26/03/2026: lançamento do projeto de produção de escopolamina em Anápolis, com visita de Lula.
- 31/03/2026: homologado o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão.
- 29/07/2026: a Anvisa aprova o Semavy.
- 04/09/2026: o Semavy chega às farmácias.
- 25/09/2026: a Anvisa proíbe a propaganda do Semavy ao público.
- 18/10/2026: anúncio do contrato de naming rights da Mantecorp com a SPFW.
Perguntas frequentes
O que a Hypera faz?
Fabrica e vende medicamentos e dermocosméticos: remédios sem receita (Neosaldina, Benegrip, Buscopan, Engov), medicamentos de prescrição (Mantecorp Farmasa), genéricos (Neo Química) e produtos de pele (Mantecorp Skincare).
Onde fica a Hypera?
A sede fica em São Paulo (SP). A principal fábrica fica no Distrito Agroindustrial de Anápolis (GO), e o centro de pesquisa, em Barueri (SP).
Hypera e Neo Química são a mesma empresa?
Sim. Neo Química é a marca de genéricos e similares da Hypera, comprada em 2009.
Quem é o dono da Hypera?
Nenhum acionista sozinho. Um bloco formado por João Alves de Queiroz Filho, Alvaro Stainfeld Link, a mexicana Maiorem e a Votorantim controla 53% do capital desde julho de 2025. As demais ações são negociadas na B3.
O Semavy é da Hypera?
Sim. A caneta de semaglutida é vendida com a marca Mantecorp, do grupo Hypera, e chegou às farmácias em 4 de setembro de 2026.
Quando sai o resultado do 3º trimestre de 2026?
Em 27 de outubro de 2026, após o fechamento do mercado, com teleconferência no dia 28.
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