IA no setor jurídico deve aumentar carga de trabalho, diz executiva
Adoção de inteligência artificial na advocacia tende a elevar o volume de demandas em vez de reduzir a jornada de trabalho dos profissionais.
Pontos principais
- Executiva da startup Harvey afirma que ganhos de produtividade com IA serão convertidos em maior entrega de serviços.
- O modelo de cobrança por hora permanece como um desafio para a precificação de serviços jurídicos automatizados.
- Clientes de escritórios de advocacia exigem transparência sobre a aplicação da tecnologia e o repasse de benefícios.
- Escritórios como o A&O Shearman buscam escalar operações mantendo a assessoria jurídica como foco central.
- Organização de dados é apontada como requisito essencial para escritórios brasileiros entregarem valor via tecnologia.
A implementação de ferramentas de inteligência artificial no setor jurídico não deve resultar em uma redução da jornada de trabalho dos advogados. Segundo Anna Amoedo, executiva da startup Harvey, o ganho de produtividade proporcionado pela tecnologia será absorvido pelo aumento no volume de demandas, mantendo o ritmo de trabalho elevado. O modelo tradicional de cobrança por hora, predominante no Brasil e nos Estados Unidos, surge como um entrave central na precificação de serviços que utilizam automação.
Escritórios de advocacia enfrentam pressões crescentes de clientes que buscam entender como a IA é aplicada e de que maneira os ganhos de eficiência serão repassados. Enquanto empresas como o A&O Shearman focam em escalar serviços sem abrir mão da assessoria jurídica, especialistas alertam que a organização de dados é o passo fundamental para que bancas brasileiras consigam converter a tecnologia em valor real para o mercado.
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
