Google testa chips de inteligência artificial no espaço
O projeto Suncatcher enviou chips de processamento tensorial à órbita para avaliar a resistência e o desempenho da tecnologia em ambiente espacial.
Pontos principais
- O satélite de teste foi lançado em 1º de outubro pela missão Transporter-18 da SpaceX.
- O hardware embarcado equivale à capacidade de processamento de um servidor de data center.
- O objetivo é analisar o comportamento dos chips sob radiação e temperaturas extremas.
- Uma nova etapa do projeto, focada em links de laser, está planejada para 2027.
- A viabilidade comercial depende da redução dos custos de lançamento para US$ 200 por quilo.
O Google iniciou o projeto Suncatcher com o lançamento de um satélite de teste a bordo da missão Transporter-18 da SpaceX, ocorrido em 1º de outubro. A iniciativa busca avaliar o desempenho de quatro chips de processamento tensorial da companhia em condições espaciais, testando a resistência do hardware contra radiação, temperaturas extremas e o estresse mecânico do lançamento. O equipamento possui capacidade computacional comparável à de um servidor de data center terrestre.
Para o futuro, a empresa planeja um novo experimento em 2027, que focará na implementação de links de laser de alta largura de banda entre satélites. Apesar do avanço, o Google ressalta que a computação orbital só atingirá competitividade frente aos data centers tradicionais quando os custos de lançamento forem reduzidos para aproximadamente US$ 200 por quilograma. O setor já conta com a presença de concorrentes como Starcloud e Cowboy Space, que possuem avaliações bilionárias no mercado.
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