Inadimplência no crédito rural brasileiro atinge recorde de R$ 48,6 bi
Dados do Banco Central mostram que o volume de operações problemáticas no campo alcançou R$ 204,9 bilhões em agosto de 2026.
Pontos principais
- O saldo de operações inadimplentes no crédito rural subiu para R$ 48,6 bilhões em agosto de 2026.
- O montante total de operações problemáticas, incluindo renegociações e prorrogações, soma R$ 204,9 bilhões.
- A inadimplência na carteira de crédito rural saltou de 1% em agosto de 2023 para 9,7% em agosto de 2026.
- O volume de crédito problemático representa quase 24% do total de R$ 861,2 bilhões da carteira rural.
O setor agropecuário brasileiro enfrenta um cenário de deterioração financeira, com o saldo de operações inadimplentes alcançando a marca de R$ 48,6 bilhões em agosto de 2026. Segundo dados do Banco Central, o volume de crédito classificado como problemático, que engloba atrasos, prorrogações e renegociações, atingiu R$ 204,9 bilhões. Esse montante corresponde a quase 24% do total da carteira de crédito rural, que soma R$ 861,2 bilhões, evidenciando um crescimento expressivo na taxa de inadimplência, que passou de 1% para 9,7% em três anos.
Estudos da consultoria Agroicone complementam o quadro ao destacar que, embora grandes produtores concentrem a maior fatia do saldo inadimplente, a maioria das operações com atrasos é composta por pequenos agricultores. O cenário é agravado por disparidades regionais, como observado no Rio Grande do Sul, onde o crédito problemático já compromete 34,55% dos contratos ativos. A combinação de fatores climáticos e desafios de mercado tem pressionado a capacidade de pagamento dos produtores, elevando o risco sistêmico para as instituições financeiras que operam no setor.
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