Inadimplência no crédito rural para pessoas físicas atinge recorde de 9,7%
O índice de atrasos no setor rural cresceu significativamente em agosto, pressionando a oferta de crédito para a safra 2026/27.
Pontos principais
- Inadimplência de pessoas físicas no crédito rural chegou a 9,7% em agosto.
- O índice superou o recorde anterior de 8,8% registrado em julho.
- Para pessoas jurídicas, a taxa de inadimplência atingiu 1%, maior nível desde 2020.
- O setor enfrenta dificuldades de liquidez e acesso à renegociação de dívidas.
- Bancos adotam cautela, resultando no ritmo de contratação de crédito mais lento em cinco anos.
A inadimplência no crédito rural para pessoas físicas atingiu um novo recorde de 9,7% em agosto, um salto expressivo frente ao 1% observado no mesmo período de 2023. O cenário reflete uma crise de liquidez e endividamento que afeta o campo desde 2025, levando produtores a priorizar a compra de insumos para a nova safra em detrimento do pagamento de dívidas bancárias. O índice de operações com atraso superior a 90 dias superou o recorde de 8,8% registrado em julho, enquanto o segmento de pessoas jurídicas também apresentou alta, chegando a 1%.
Diante do quadro de incertezas, as instituições financeiras têm adotado maior cautela na concessão de novos financiamentos, resultando no ritmo de contratação mais lento dos últimos cinco anos. O setor produtivo aponta dificuldades no acesso aos mecanismos de renegociação previstos na Medida Provisória 1.376/2026, o que agrava a pressão sobre o fluxo de caixa dos agricultores e impacta diretamente o planejamento para a safra 2026/27.
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